Debate sobre a implementação da telemedicina no Brasil
Enviada em 27/11/2020
A pandemia da Peste Negra, iniciada na Europa durante a Idade Média, levou diversos civis a óbito, sem fazer distinções entre médicos e camponeses, devido sua alta probabilidade de contagio pessoal. Entretanto, após anos de evolução científica, a telemedicina urgiu como um ramo revolucionário e alternativo de atendimentos, podendo salvar vidas de profissionais e pacientes. Nesse sentido, seja pela facilitação dos acompanhamentos ou pela profilaxia de enfermidades contagiosas, o fortalecimento das consultas cibernéticas faz-se necessário e, por isso, carece de atenção.
Previamente, é necessário salientar as vantagens do tratamento vital à distância. À medida que o movimento de Reforma Sanitária instituiu-se no Brasil, durante o século XX, o direito à saúde gratuita foi vigorado. No entanto, a pobre quantidade de hospitais e suas péssimas manutenções acarretam filas enormes para consultas, que muitas vezes nem são realizadas. Sob essa ótica, a série “Sob pressão”, produzida pela Globoplay, elucida bem a incipiência dos hospitais públicos, ao retratar salas de espera lotadas. Assim, a telemedicina cunha-se um potencial agilizador nos atendimentos, visto que não exige dos cidadãos o deslocamento, espera e nem gastos alimentícios. Desse modo, visto as péssimas condições dos atendimentos convencionais, disseminar consultas cibernéticas é imperioso.
Ademais, o amplo acumulo de sintomas em um ambiente faz dos postos de saúde locais propensos à contaminação. Conforme o aguardo para diagnóstico em postos de saúde é elevado, a junção de bactérias é alarmada, podendo resultar em mutações infecciosas perigosas. Prova disso foi a onda de superbactérias, ocorrida nos Estados Unidos em 2010, devido a evoluções virais em um hospital. Dessa maneira, mais do que proteger os médicos, a própria população seria beneficiada com a medicina à distância, visto a prevenção contra novos vírus. Porém, como um novo mecanismo de tratamento, a telemedicina ainda é desconhecida por muitos no meio social. De acordo com Sigmund Freud, tudo que é novo desperta resistência. Logo, instruir os cidadãos sobre os benefícios da telemedicina é essencial. Portanto, ações são indispensáveis para perpetuar o atendimento longínquo no Brasil. Nesse viés, a criação de cursos capacitadores para atendimento virtual aos profissionais do Sistema Único de Saúde, por meio de uma ementa legislativa feita pelo Congresso Nacional, é mister a fim de aumentar os atendimentos longínquos. Para isso, a renda do Ministério da Saúde serviria como custeio e o Conselho Federal de Medicina poderia averiguar as instruções. Outrossim, a exibição de propagandas que estimulem a população a procurarem atendimentos virtuais, por meio de iniciativas publico-privadas entre o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações e empresas midiáticas, é crucial no intuito de divulgar a telemedicina. Apenas assim cenários iguais ao da Idade Média serão evitados.