Debate sobre a implementação da telemedicina no Brasil

Enviada em 27/11/2020

Em 2020, o mundo conheceu todas as dificuldades que uma pandemia pode trazer. Dentre elas, a necessidade do isolamento social que trouxe a público a discussão da necessidade da telemedicina. Ela serviria para proteger tanto o médico quanto o paciente, porém a medicina a distância traz consigo o enfraquecimento do elo médico-paciente e uma anamnese precária.

Conforme o Conselho Federal de Medicina (CFM), a telemedicina se caracteriza por uma consulta médica que é realizada a distância e por meios digitais. Desse modo, ela poderia ajudar não só na crise do corona vírus, mas também ampliar a área onde a ajuda médica pode chegar, sobretudo, em áreas de difícil acesso.

Contudo, a telemedicina possui falhas. Segundo o médico anestesista Solon Maia, não há garantia que ela seria exercida com qualidade, já que a anamnese, entrevista e exame de toque feito pelos médicos, seria muito limitada e precarizada pela distância.

Ademais, o Dr. Solon também questiona que elo médico-paciente seria prejudicado em virtude da falta de conexão. “A medicina é muito mais que um diagnóstico, ela é o processo de cura. Isso também inclui o toque humano e a empatia. Sem isso, o médico é apenas um técnico e não um humano…”, diz o anestesista.

Em suma, não há possibilidade de conciliar a telemedicina e qualidade. Portanto, o CFM deve proibir o exercício da telemedicina por completo e multar os profissionais que a exercerem para que a medicina brasileira permaneça excelente.