Debate sobre a implementação da telemedicina no Brasil
Enviada em 30/11/2020
Na atualidade, o processo de globalização tem como uma das suas consequências o “encurtamento” de distâncias, pois os aparatos tecnológicos possibilitam uma maior integração mundial. Dessa forma, as relações em muitas esferas sociais estão sendo aprimoradas, entre elas o atendimento médico por telemedicina que vem sendo empregado no Brasil. Assim, é de extrema importância o debate sobre os benefícios desse método e as barreias que devem ser superadas.
Primeiramente, a modernização do atendimento em saúde tem grande potencial de otimiza-lo. De acordo com o Ministério da Saúde, o país apresenta incríveis 44 mil postos de triagem básica, as UBS’s, que devem atender cerca de 90% dos casos em suas comunidades. Entretanto, esses locais nem sempre conseguem suprir a demanda total de pacientes. Com isso, as videoconferências com médicos aumentarão a eficiência da triagem, permitirá que o morador não saia de casa, diminuirá custos e facilitará o acompanhamento médico, quando não necessário exame físico. Em síntese, essa modalidade de atendimento é benéfica.
Por outro lado, a desigualdade social poderá ser maximizada. Em pesquisa, o Comitê Gestor de Internet aponta que cerca de 47 milhões de brasileiros não tem acesso a rede digital. Sendo assim – a população mais vulnerável socioeconomicamente será excluída de desfrutar desse avanço – o que é contra o lema do Sistema Único de Saúde, pois o mesmo promete universalidade, equidade e integralidade. Portanto, uma melhora na condição financeira de pessoas de baixa renda é um modo que possibilita a efetiva implementação do meio para consultas médicas.
Urge, pois, uma melhora na partilha da econômica dos cidadãos, proporcionando um maior acesso ao sistema de saúde. Logo, o Ministério do trabalho, em parceria com o Ministério de Infraestrutura, deve combater a miséria com uma menor taxa de desemprego, por meio da geração de trabalhos em obras públicas, também incentivos fiscais a empresas que atingirem alta taxa de empregos e que oferecem programas de capacitação dos seus empregados, a fim de diminuir o número de pessoas que não tem acesso a internet. Ademais, aparelhos digitais devem ser disponibilizados para o uso da comunidade carente, quando os indivíduos têm doenças crônicas – fazendo com que as vantagens do mundo globalizado atinjam à toda sociedade na saúde brasileira.