Debate sobre a implementação da telemedicina no Brasil
Enviada em 30/11/2020
A telemedicina é o conjunto de tecnologias e aplicações que permitem a realização de ações médicas a distância. Todavia, apesar dos benefícios dessa inovação, existem desafios quanto a sua democratização. Pode-se dizer, então, que a desigualdade digital da população e a falta de capacitação técnica dos profissionais, no que diz respeito a telemedicina, são impasse para sua democratização.
É indubitável que a falta de inclusão digital da população esteja entre as causas desses desafios. Uma vez que, o excluído digital não irá usufruir da telemedicina, pois não terá acesso a ela, e isso contraria a Constituição Federal no que se refere à saúde ser um direito de todos. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 51% dos mais de 200 milhões de brasileiros ainda não estão inseridos no mundo digital.
Outrossim, evidencia-se, que a falta de capacitação técnica dos profissionais, no que concerne ás plataformas digitais utilizadas na telemedicina, também suscita impedimentos para a completa implantação desse sistema. Isso porque, as teleconsultas, telediagnósticos e telemonitoramento, exigem um tipo diferente de conduta e conhecimentos dos protocolos, que vai além de manusear, informalmente, aparelhos eletrônicos. Assim, a consequência dessa falta de perícia nas plataformas, podem gerar erros no diagnósticos.
É necessário, portanto, que medidas sejam tomadas para extinguir os desafios que impedem a democratização da telemedicina. Desse modo, o Estado juntamente com a Secretaria de Inclusão Digital do Ministério das Comunicações, devem democratizar o acesso aos meios digitais, por meio de investimentos, a fim de que a exclusão digital não seja mais um impedimento para a telemedicina. Ademais, compete ao governo, fornecer a capacitação para os profissionais, por meio de cursos, e assim evitar erros. Dessa maneira, a telemedicina será de acesso universal.