Debate sobre a implementação da telemedicina no Brasil

Enviada em 04/12/2020

Promulgada pela ONU em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à saúde e ao bem-estar social. Conquanto, os desafios da implementação da telemedicina impossibilita que parcela da população desfrute desse direito universal na prática. Esse cenário antagônico é fruto tanto da falta de recursos tecnológicos quanto da desconfiança ,por parte dos pacientes, na veracidade dos diagnósticos nas consultas via vídeo. Nessa perspectiva, esses desafios devem ser superados de imediato para que uma sociedade integrada seja alcançada.

Segundo o pensador Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Devido à falta de das autoridades, a difusão da telemedicina pelo país empaca na pouca disponibilidade de recursos tecnológicos, principalmente nas pequenas cidades afastadas dos grandes centros urbanos, que dificulta o aproveitamento dos benefícios da telemedicina por parte da população.

Ademais, é imperativo ressaltar a desconfiança, por parte dos pacientes, na veracidade dos diagnósticos nas consultas via vídeo como promotores do problema. Partindo desse pressuposto, dados do site scielo.br, demonstra que 10% dos diagnósticos são passíveis de erro, o que gera uma preocupação, por parte dos pacientes, quanto a confiabilidade das consultas via vídeo. Tudo isso, retarda a resolução do empecilho e perpetua esse quadro deletário.

Assim, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade brasileira. Dessarte, com o intuito de mitizar os desafios da implementação da telemedicina, necessita-se urgentemente, que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio do Ministério da Tecnologia, será revertido na construção de centros especializados em telemedicina, além de criar regras básicas, visando aumentar a aceitação do público com relação a telemedicina.