Debate sobre a implementação da telemedicina no Brasil
Enviada em 30/11/2020
Com o advento da Revolução Técnico Cientifico-Informacional, no século XX, surgiu à modernização dos mais diversos campos do conhecimento. Com isso, as interações pessoais tomaram um novo rumo, colocando em pauta a discussão acerca da prática da telemedicina no Brasil. Entretanto, o seu uso ainda possui diversas limitações, as quais se destacam a rígida relação entre médico-paciente e as disparidades socioeconômicas que assolam a sociedade.
Em primeira análise, é valido ressaltar que a medicina é uma das profissões mais antigas do mundo, sendo considerada, portanto, tradicional. Isso implica, em um processo lento de revolução tecnológica no campo, uma vez que, as práticas baseiam-se em técnicas milenares, haja vista que são resquícios de algo desenvolvido na Antiguidade Clássica. Nesse sentido, o atendimento médico ainda necessita de contato físico e direto com paciente para ser exercido de maneira sublime, limitando a sucesso da telemedicina.
Além disso, a Constituição Federal de 1988 prevê que a saúde é um direito de todos e um dever do Estado. Contudo, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), apenas 8% da população brasileira tem acesso aos recursos da telemedicina. Ou seja, em um mundo cada vez mais globalizado, os abismos socioeconômicos interrompem o processo de democratização desse direito, pois, nem todos os cidadãos tem acesso irrestrito aos meios digitais e conhecimento para usufruir essa ferramenta. Certamente, isso fomenta a precariedade no sistema de saúde brasileiro.
Portanto, urge que Ministério da Saúde crie diretrizes específicas, como por exemplo: tempo mínimo de consulta e instrumentos digitais para o atendimento digno, por meio de parceria conjunta com o concelho médico e com a OMS, com a finalidade de modernizar a medicina e promover consultas digitais. Ademais, é preciso criar uma rede de apoio para as populações mais carentes, levando oportunidade de saúde e diminuindo das desigualdades sociais.