Debate sobre a implementação da telemedicina no Brasil
Enviada em 29/11/2020
Na Antiguidade, quando Hipócrates pensou na medicina como forma de tratar patologias não imaginava a dimensão que sua invenção tomaria. Isso porquê, na atualidade, faz-se necessário o debate sobre a implementação da telemedicina no Brasil, algo que traz diversos avanços, como o desafogamento da saúde pública, mas ainda encontra empecilhos, como a falta de acesso à internet.
Antes de tudo, vale ressaltar que o desafogamento do SUS é um benefício que a medicina virtual pode trazer. Prova disso foi a o colapso dos sistemas de saúde de estados da região Norte, como Pará e Amazonas, causados por um superlotamento dos hospitais públicos, o que gerou diversas mortes por coronavírus. No entanto, todo esse terror poderia ter sido evitado se o Governo Federal tivesse implantado um serviço de medicina à distância, que pudesse diagnosticar os pacientes mais cedo para evitar sua circulação e, em consequência, a diminuição da propagação do vírus, o que aliviaria o Sistema Único de Saúde e salvaria milhares de vidas. Sendo assim, fica claro que essa tecnologia tem o potencial de salvar muitas vidas, principalmente no contexto pandêmico atual.
Apesar disso, ainda se tem diversos problemas que dificultam a implementação dessa modalidade médica no país, sendo a falta de conexão à internet o principal deles. Um exemplo disso foi a mobilização de vestibulandos para o adiamento do ENEM, visto que milhares de estudantes ficariam sem meios de estudar durante a pandemia, devido à falta de internet em seus lares. Com isso, fica evidente que a medicina a distância ainda não pode ser uma realidade brasileira, já que existem milhares de famílias sem condições de custear os gastos para terem uma internet de qualidade, o que impossibilita uma adesão democrática e que, efetivamente, beneficie à todos. Dessa forma, é evidente que a telemedicina ainda terá um grande desafio até sua implementação.
Portanto, medidas precisam ser tomadas a fim de minimizar a questão. Logo, o Ministério da Saúde, em parceria com empresas privadas de tecnologia, deve fornecer uma conexão de internet pública de qualidade, por meio da diminuição da carga tributária das empresas que se voluntariarem a a-realizar a parceria, de modo que se crie um incentivo a adoção da iniciativa. Isso deve ser feito para que se possa beneficiar toda a população com acesso à medicina virtual ao levar a saúde para dentro das casas da população, o que surpreenderia Hipócrates com o alcance de sua invenção.