Debate sobre a implementação da telemedicina no Brasil
Enviada em 30/11/2020
PROGRESSO X ESTAGNAÇÃO
A telemedicina, realizada por meio de computadores, celulares ou tablets, cujo objetivo é proporcionar assistências médicas a distância, se faz cada vez mais comum na vida das pessoas, principalmente, durante a pandemia do Covid-19. Diante disso, embora a telemedicina seja eficaz em situações emergenciais, esse recurso não é possibilitado a todos.
Em primeira análise, a telemedicina, por necessitar de computadores, tablets ou celulares, não é uma tecnologia que abrange todos os brasileiros. Segundo uma pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, um em cada quatro brasileiros não possui internet, esse mesmo dado se aplicaria a pessoas que não têm acesso à assistência médica a distância. Dado isso, pode-se dizer que, por mais que a telessaúde seja uma boa causa, no Brasil, há outras situações que requerem enfrentamento.
Ademais, apesar de que esse recurso tecnológico seja um parâmetro para desigualdade social, também há qualidades, haja vista que, na pandemia, essa foi a única saída para que muitas pessoas tivessem acesso à saúde. De acordo com a Lei Nº 13.989, o Sistema Único de Saúde cobrirá os custos devido ao serviço prestado, o que significa que será de forma gratuita. Além disso, essa mesma Lei determina que o uso da telemedicina pode funcionar durante a pandemia, como medida de enfrentamento ao Covid-19, o que possibilitou que mais de 1 milhão de pessoas utilizassem essa tecnologia, conforme dados da startup Conexa.
Portanto, a telemedicina é benéfica, mas, mesmo assim, ainda necessita de melhorias. Sendo assim, a fim de uniformizar o acesso à tal recurso, é necessário que o Governo, por meio de sanções, disponibilize verbas às cidades carentes para que os prefeitos e governadores desses lugares possam implantar o acesso à rede. Dessa forma, todos os moradores terão acesso à internet e, também, acesso à telemedicina.