Debate sobre a implementação da telemedicina no Brasil
Enviada em 03/12/2020
O mundo moderno, resultado da Terceira Revolução Industrial, sofre forte influência da internet e por conseguinte, ela está cada vez mais disseminada nos campos profissionais e sociais. Dessa maneira, é possível verificar que a telemedicina é uma adaptação do sistema médico convencional à nova realidade global, e junto a ela é possível observar seus imensuráveis benefícios. Contudo, ainda existem desafios na sua implementação.
Em primeira análise, os avanços tecnológicos sofridos pela medicina resultou na globalização e a eficiência de procedimentos médicos. Nesse diapasão, essa tecnomedicina possibilita a unificação de informação sobre pacientes de todo o mundo, realização de consultas, disponibilidade de laudos à distância, agilização nas entregas, aumento da produtividade dos atendimentos e redução seus custos, segundo pesquisas feitas pela Organização Mundial de Saúde. Desse modo, apesar de não substitui-la, a telemedicina garante um suporte para os limites de tempo e espaço da medicina presencial.
Entretanto, essa tecnologia médica enfrenta desafios na sua instituição para uma determinada parcela populacional. Consoante dados apurados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 46 milhões de brasileiros não possuem acesso à internet. Assim, as populações mais necessitadas de atendimento médico, como as mais pobres e em lugares remotos, não desfrutam desse direito legitimado pela Constituição, não apenas por falta de médicos, mas também, por falta de recursos para garantia desses atendimentos.
Em suma, está claro que a telemedicina é benéfica, mas não é aplicada para todos. Portanto, é imprescindível o auxílio do Ministério da Saúde, principal competência que rege os investimentos nesse setor, na plena alcançabilidade da telemedicina, por meio do estabelecimento de locais com infraestruturas, como “Lan Houses”, espalhadas em comunidades carentes, a fim de democratizar essa nova realidade médica.