Debate sobre a implementação da telemedicina no Brasil
Enviada em 30/11/2020
Em meados do século XX, com a intensificação e expansão tecnológica durante a terceira fase da Revolução Industrial, o mundo passa a ser regido por uma era informacional e a eletrônica passa a consolidar a base da modernização industrial e da mão de obra nos países. Nesse contexto, surge a telemedicina, instrumento utilizado para aprimorar a oferta de cuidados da saúde para toda camada populacional. Assim sendo, faz-se fundamental compreender os benefícios desse procedimento e os entraves que têm impedido a sua instalação de forma plena.
Em primeiro plano, é preciso entender o que é a telemedicina. Assim, ela se caracteriza como o auxílio a distância de localidades mais longínquas, por meio do uso da telecomunicação e da modernização da tecnologia. Dessa forma, tal fator possibilita uma maior acessibilidade para a camada da população que dispõe de menor fluxo de serviços, uma vez que, segundo dados do Mapa da Saúde fornecido pela Scielo, é nítida a disparidade de atendimento entre regiões mais e menos desenvolvidas. Nesse cenário, enquanto regiões como o sudeste recebem cerca de 140 profissionais capacitados por ano, as regiões norte e nordeste recebem entre 20 e 50, o que dificulta a disponibilização de tratamento adequado para uma população tão extensa. Logo, nota-se a demanda por essa alternativa.
Ademais, a telemedicina representa agilidade com um custo mais baixo, dado que o deslocamento de funcionários ou pacientes para determinadas consultas torna-se irrisório. Entretanto, para que ocorra de forma correta é necessária a manutenção dos aparatos tecnológicos utilizados durante o processo, com o fito de que não ocorra interferências ou falhas eletrônicas, além da capacitação de profissionais para atuarem na área. Diante do exposto, uma vez que realizada de maneira apropriada, a telemedicina abre portas para melhoria da qualidade de vida de inúmeros pessoas. Mediante a isso, em 2015, nos Estados Unidos, aproximadamente mil pacientes tidos como em estado crítico obtiveram alta devido aos cuidados fornecidos por médicos de um programa informacional conhecido como Mercy Virtual.
Destarte, a expansão dessa maneira de exercer a medicina adquire cada vez mais espaço no mundo moderno. Portanto, cabe ao governo federal, por intermédio do Ministério da Saúde, condicionar, por meio de uma parceria com instituições privadas, os aparatos necessários para o atendimento de maneira eficaz, tal como internet adequada e exigência de licença válida para a sua prática, a fim de democratizar o acesso ao atendimento populacional de maneira segura. Outrossim, é papel da área médica se responsabilizar por agir de forma ética e íntegra com seus pacientes, cumprindo com suas responsabilidades e cargas horárias, para promover, assim, não somente o avanço da medicina de forma tecnológica, mas também da melhoria na qualidade de vida de todos os cidadãos.