Debate sobre a implementação da telemedicina no Brasil

Enviada em 02/12/2020

Em 1960 a série animada Os Jetsons, desenho clássico infantil cuja proposta é apresentar um modelo de vida futurístico e fictício no ano 2060, produziu uma cena na qual uma personagem participava de uma videoconferência com um médico. Nesse sentido, o avanço tecnológico, nos últimos anos, tornou possível participar de consultas por vídeo chamada, saindo assim da ficção. A telemedicina é praticada no Brasil desde 1994, desde então trouxe inúmeros benefícios como: aumento efetivo de pacientes atendidos e o compartilhamento, dinâmico, de conhecimento entre especialistas.

Em primeiro plano, o sistema de saúde brasileiro enfrenta graves desafios em fornecer atendimento às pessoas por causa do território vasto que possui, muitas não têm a oportunidade de ir à hospitais, pois vivem em regiões afastadas de grandes centros e até mesmo em zonas sem acesso convencional. Porém, com o advento do atendimento online, problemas como distância estão aos poucos sendo resolvidos, ademais, por não exigir a deslocação de indivíduos a telemedicina contribui para economia, evitando gastos com transporte e preserva tanto o tempo do cidadão quanto do médico.

Em segundo plano, o Brasil sofre com a má distribuição de mão de obra qualificada, alguns médicos preferem ficar em regiões centrais devido a boa infraestrutura e salários altos, causando assim superlotação em pequenos hospitais por não terem quantidade suficiente de especialistas para atender o público. Nessa perspectiva, surge a importância da troca de conhecimento, suporte em atendimentos e até mesmo em cirurgias, como foi retratado na série La Casa de Papel, entre especialistas.

Portanto, cabe ao Conselho Federal de Medicina tornar o acesso a telemedicina mais prático e eficaz, formando profissionais mais aptos e flexíveis. Outrossim, a Associação Médica Brasileira pode estimular a desconcentração de mão de obra oferecendo salários mais atrativos e boa infraestrutura em pequenos centros. Elevando assim, a saúde brasileira.