Debate sobre a implementação da telemedicina no Brasil

Enviada em 01/12/2020

No século XXI, com o intuito de manter-se altas taxas de natalidade e longevidade da população, a medicina sofreu transformações que por muito tempo foram inimagináveis. Porém, muitas vezes são impostas limitações ao bom funcionamento do sistema de saúde, como é o caso da pandemia do novo coronavírus (Covid-19), o que resulta em baixos índices de atendimento e aumento nos preços, tornando imprescindíveis reformas no setor, como a implementação da telemedicina. Isso se deve à falta de inovações funcionais nos hospitais brasileiros, além do caráter conservador das legislações nacionais.

Antes de mais nada, diferente de países desenvolvidos do leste europeu, o sistema de saúde brasileiro possui poucas inovações no que se refere à facilidade e praticidade de atendimentos hospitalares. Desde 2018, um movimento popularizado por uma “hashtag”, na rede social Twitter, mostra a insatisfação da sociedade brasileira com o a rede de atendimentos do SUS (Sistema Único de Saúde), que foi alvo de críticas por problemas relacionados a demora no atendimento. Assim, é explicitada a falta de comprometimento do Sistema Único de Saúde com a população brasileira, tornando os indivíduos reféns de um sistema pouco atualizado.

Paralelamente, o Brasil também possui poucas reformas constitucionais com o intuito de tornar produtos e serviços mais acessíveis às mais baixas classes sociais, visto que diversas emendas nesse âmbito são vetadas. Outrossim, em contraste com legislações canadenses, a complexidade da Constituição Federal de 1988 é um empasse ao desenvolvimento tecnológico de serviços, uma vez que se mostra extremamente complexa, e com diversas exceções. Consequentemente, redes de atendimento hospitalar fornecem apenas o serviço convencional, muitas vezes ocasionando grandes períodos de espera por atendimento, o que resulta no baixo interesse populacional por serviço hospitalar.

Em síntese, os problemas relacionados a custos e serviços hospitalares no Brasil são um retrocesso ao desenvolvimento do país, dessa forma, fica evidente a necessidade de medidas para reverter a situação. Logo, é competência do Ministério da Saúde, realizar reformas constitucionais com o intuito de legalizar a telemedicina, por meio de reformas legislativas, além de promover a simplificação da Constituição nacional. Nesse âmbito, existirá a facilidade de promover serviços básicos aos paciente, sem que os mesmos tenham que se por em risco ao entrar em contato com outros pacientes. Só então, classes sociais mais baixas possuirão acesso gratuito e de qualidade a serviços médicos de rotina, o que aumentaria a qualidade de vida nacional.