Debate sobre a implementação da telemedicina no Brasil

Enviada em 01/12/2020

O economista Klaus Schwab afirma que na contemporaneidade vive-se a quarta revolução industrial. Assim, as novas tecnologias de informação e comunicação estão difundidas no corpo social de maneira maciça. No entanto, ao que diz respeito a novas configurações da medicina, como a telemedicina, é necessário saliente que a desigualdade socioeconômica afeta a igualitarização dessa prática inovadora. Dessa forma, o governo federal deve tomar atitudes para que haja a inclusão dos brasileiros nessa ação.

Nesse contexto, é nítido que com o avanço na área do bem-estar (a partir de novos conhecimentos científicos e tecnológicos), a vida do sujeito melhora. Infelizmente, com o sucateamento da rede do Sistema Único de Saúde (SUS) devido ao corte de verbas, torna-se difícil que haja um atendimento impecável para uma população, e a mesma sofre com essa problemática. Com o intuito de sanar esse prejuízo, a telemedicina ganhou espaço na sociedade e na rede médica, pois, o paciente não precisa se transportar até o hospital, e isso deixa leitos vagos para aqueles que precisam da consulta presencial. Adicionalmente, essa nova prática da medicina surge como uma consequência da quarta revolução industrial, para garantir o direito constitucionalmente previsto à saúde para as pessoas.

Ademais, é perceptível que o atendimento clínico à distância não é uma realidade para todos os indivíduos. Segundo dados estatísticos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 1 a cada 4 cidadãos não possuem admissão à internet. Dessa maneira, 25% dos brasileiros ficam excluídos ao atendimento médico que ocorre por meio das novas tecnologias de comunicação e informação, o que demonstra a grande desigualdade socioeconômica enfrentada no Brasil. Desse modo, o governo federal deve intervir na realidade nacional para que independentemente da condição social ou da localidade de moradia do ser humano, o mesmo pode estar incluso a todos os tipos de formas de assistência à saúde.

Diante do exposto, deve-se tomar atitudes para que ocorra a execução da telemedicina. Portanto, o governo federal deve instalar redes de internet em áreas carentes, por meio do Ministério das Comunicações (MCom), órgão que tem como função promover a comunicação entre os brasileiros, com a finalidade de incluir todas as pessoas nas redes comunicativas.