Debate sobre a implementação da telemedicina no Brasil
Enviada em 21/12/2020
A telemedicina é a prática da medicina, mediante o uso de tecnologias, que permitem o contato a distância, seguindo todos os protocolos dos atendimentos convencionais. Desse modo, convém ressaltar o pensamento do antropólogo Frantz Fanon, no qual dizia que ‘‘o capitalismo promove a dinamicidade e a comodidade para os indivíduos’’, logo, ao analisar a contemporaneidade se torna ainda mais válido, visto que buscam incansavelmente o bem-estar social. No entanto, existe o empecilho, dado que a implementação não é universal, porém, caso ocorra sucesso na acessibilidade seria possível o avanço na saúde dos cidadãos.
A priori, é oportuno frisar que esse quadro de desrespeito para com os princípios democráticos são causados principalmente pela falta de estrutura tecnológica nas áreas rurais e periféricas. Nesse contexto, é de conhecimento prévio que para executar a telemedicina é necessário o alcance a internet, entretanto, segundo a Agência Brasil, um a cada quatro brasileiros não tem contato com esses recursos, o que totaliza mais de quarenta milhões de pessoas no país. Por consequência, essa ausência de estrutura dificulta a execução plena do que está previsto no artigo sexto da Constituição Federal, posto que o meio presencial já é falho e uma futura solução é o desenvolvimento do atendimento a distância. Em suma, é notório que o sistema de saúde continua precário, mas já é possível enxergar futuras melhorias.
A posteriori, vale salientar que a saúde é um direito básico para toda a população e graças a Revolução tecnológica é possível visualizar uma aproximação da execução plena da legislação, no que tange essa temática. Sob tal ótica, hodiernamente, é imprescindível o uso dos meios digitais, e não é diferente com a medicina. Dessa forma, um grande exemplo da importância da introdução da telemedicina na modernidade é a pandemia do coronavírus, uma vez que é altamente transmissível, e foi possível minimizar parte da transmissão via hospitalar, e até mesmo a possibilidade de contrair outras doenças dentro dos hospitais, pois, realizavam muitos atendimentos e orientações via internet, o que impedia o deslocamento desses indivíduos que poderiam manter o isolamento social. Em síntese, é perceptível que a tendência é cada vez buscar mais o uso dos meios digitais para promover a isonomia.
Em face do exposto, é notável que a implementação da telemedicina pode contribuir positivamente para a população. Nesse viés é preciso que o Poder Executivo, por meio da liberação de verbas, crie políticas públicas de implementação da internet nas cinco regiões do Brasil, assim como é realizado nas grandes metrópoles. Certamente, isso deve ser feito para que ocorra a ampliação da acessibilidade a saúde e a outros recursos dependentes da tecnologia, para que assim alcancem a igualdade parcial.