Debate sobre a implementação da telemedicina no Brasil
Enviada em 01/12/2020
Exterminador do Futuro; 1984 e Jogos Vorazes. Tais obras cinematográficas futuristas apresentam a tecnologia como predador do homem. Nesse sentido, a sociedade torna-se refém da própria ideia de futuro e com isso as inovações tendem a serem menosprezadas. No caso da implementação da telemedicina no Brasil, possuem duas principais barreiras, seja por debates da humanização, seja o meio ineficiente para auxiliar por completo um paciente.
Inicialmente, a telemedicina encontra obstáculos em entidades médicas. Sob essa perspectiva, o professor da Universidade de São Paulo Chao Hung Wen, disserta que, " a humanização precisa ser o foco principal da telemedicina". Não obstante, esse meio carece da questão central de um atendimento médico-paciente, em razão de seu caráter ser à distante. Dessa forma, não pode ser equivalente a uma consulta presencial.
Além disso, a telemedicina não ampara por completo o paciente. Nessa lógica, Sandra Franco, especialista em Direito Médico expõe, mesmo com imagens em alta definição, ou microfones potentes, o especialista não tem como investigar todos os aspectos do indivíduo, analisar fisicamente. Consequentemente, a inovação é incapaz de substituir o serviço presencial, uma vez que o médico não terá os conteúdos necessários para uma plena assistência.
Em suma, mesmo com a concepção da tecnologia como predadora e o temor da sociedade, são indispensáveis estudos profundos sobre. Portanto, cabe ao Ministério da Saúde, em princípio, difundir debates e pesquisas sobre a telemedicina, por meio de congressos e investimentos em estudos. A fim de solucionar o impasse gerado, visto que não se pode humanizar a tecnologia. Posterior a isso, a regulamentação da temática, em acordo com as entidades médicas. Ademais, reger a telemedicina como um instrumento auxiliar, facilitando somente o apoio em casos leves de doenças, não como o principal veículo médico