Debate sobre a implementação da telemedicina no Brasil

Enviada em 02/12/2020

A pandemia causada pelo novo coronavírus mudou o mundo de várias maneiras; a forma como consumimos e nos comunicamos se intensificou ainda mais através da Internet, em relação aos anos antecedentes dessa pandemia. A Saúde no Brasil foi uma das áreas mais afetadas pelo Covid-19, devido aos leitos hospitalares lotados e à falta de espaço e preparo do setor público frente à algo inesperado. Por causa disso, consultas e exames que não estejam relacionados, de certa forma ao novo corona vírus, foram negligenciadas pelos setores público e privado. Existe alguma forma de diminuir os prejuízos da falta de acessibilidade à consultórios e consultas médicas no Brasil? Existe, a telemedicina.

De acordo com o empresário fundador da Amazon, Jeff Bezos, os negócios que não estão na Internet no século 21, ou se reinventam ou vão à falência. A Saúde, além de um direito fundamental garantido pela Constituição Federal de 1988, também é um serviço ofertado, portanto está sujeita às leis do mercado. No momento atual, os sistemas de saúde tanto público quanto privado, estão sendo ineficientes em suprir as demandas da população por causa do excesso de burocracias que impedem que médicos façam consultas com pacientes através da Internet, e por fim, impedem que seja testado algo que possivelmente traria um benefício comum para todos, tanto para pessoas que habitam lugares distantes e sem acesso à hospitais e clínicas médicas, quanto para pessoas que possuem menos dinheiro, pois “tele-consultas” seriam mais baratas por apresentarem grandes cortes de custo, como o ambiente hospitalar em si. Entretanto, a telemedicina não é capaz de substituir por completo a existência de clínicas “físicas” e hospitais, porém pode servir como um auxílio para consultas rotineiras.

Em síntese, para aumentar a disponibilidade do acesso à saúde, é necessário que o Governo Federal flexibilize as leis referentes à conduta médica e à aplicação da medicina, a fim de que o SUS (Sistema Único de Saúde), e empresas privadas possam atuar de forma virtual, com a finalidade de resolver problemas cotidianos da população.