Debate sobre a implementação da telemedicina no Brasil
Enviada em 02/12/2020
‘‘Tornou-se aterradoramente claro que a nossa tecnologia ultrapassa a nossa humanidade.’’ Ratificando esse pensamento do físico Albert Einstein, vê-se que as evoluções tecnológicas que vem acontecendo no mundo atual são substancialmente relevantes. No universo da medicina, por exemplo, o uso da tecnologia é muito importante e nos últimos anos o atendimento médico feito virtualmente tem ganhado mais espaço. No entanto, é válido ressaltar que além dos benefícios da telemedicina, ela também apresenta várias limitações.
A princípio, deve-se validar que a telemedicina é um grande suporte para a área médica, visto que é uma forma mais rápida, prática e barata de atendimento. E por essas razões está conquistando mais territórios de atuação. No ano de 2020, por exemplo, com a pandemia causada pelo corona vírus e com a necessidade do isolamento social, foi de suma importância o uso da telemedicina. Entretanto, precisa-se avaliar as limitações dessa tecnologia, dado que, segundo pesquisas 75% dos brasileiros dependem exclusivamente do Sistema Único de Saúde(SUS), que, sendo um serviço público mostra como a grande maioria da população é de baixa renda e dificilmente teria acesso aos atendimentos online de forma eficiente.
‘‘A globalização atinge o munto todo, mas não todos os lugares.’’ Corroborando com o pensamento do geógrafo brasileiro Milton Santos, o Brasil lembra de suas desigualdades sociais e se vê diante de problemas e carências que o impedem de implementar a telemedicina de forma plena. Sabendo que a saúde pública do país sofre com muitas negligências, problemas de infraestrutura, escassez de médicos em algumas regiões, entre outros fatores, fica claro que também apresentaria dificuldades com o atendimento virtual, como: capacitação dos médicos para trabalhar online e não perder a humanização no atendimento, estrutura física- computadores, celulares, internet-, regras claras sobre como deve funcionar esse atendimento, além de uma regulamentação adequada.
Desse modo, é necessário que ocorram mudanças e melhorias na saúde do Brasil. Inicialmente, o Estado deve liberar mais verbas para a saúde pública, para que se consiga ter melhores estruturas nos hospitais e mais médicos em regiões carentes. Em seguida, o Conselho Federal de Medicina pode promover capacitações aos médicos, para lidarem melhor com as tecnologias, devem definir regras claras de como deve ocorrer o atendimento e com o auxílio do Ministério da Saúde e do SUS devem fiscalizar e regulamentar a efetividade desse processo. Assim, a telemedicina poderá cumprir o papel de ser um aprimoramento para a saúde no Brasil e no mundo.