Debate sobre a implementação da telemedicina no Brasil

Enviada em 02/12/2020

O sociólogo Durkheim postulou o termo “anomia social” para se referir ao estado de caos na sociedade, o qual se aplica à questão do debate sobre a implementação da telemedicina no Brasil. Nesse sentido, cabe salientar que com a pandemia do covid-19 o atendimento médico presencia tornou-se um perigo eminente para contágio de doenças. Com isso, consultas remotas passaram a ser uma saída para a saúde. No entanto, as discussões sobre a eficacia dessa assistência se tornou cada vez mais recorrente. Dessa forma, é necessário que haja medidas para reverter essa situação.

Nesse contexto de relação médico-paciente, a telemedicina fornece diversas vantagens, já que há uma gama de profissionais disponíveis e qualificados para prosseguir com cliente em tempo hábil. Assim, o tempo de espera para oferecer a anamnese e diagnóstico adequado para as pessoas que precisam de consulta foi reduzido. Tem-se como exemplo o que ocorreu no estado de Alagoas, em que uma equipe composta por infectologistas, enfermeiras, fisioterapeutas e pneumologistas conseguiu atender com maestria 120 pessoas com covid-19 na capital e no interior do estado simultaneamente. Dessa maneira, é possível ver o benefício desse seguimento da saúde, pois além de diminuir o custo para a consulta, legitima a universalização da saúde.

Entretanto, outra questão acerca desse tema é a preparação dos médicos, que por vezes, são vistos como descrença pela população por estarem atendendo por essa junção da saúde com a tecnologia. Porém, com a pandemia, a regulamentação do atendimento virtual foi liberada. Portanto, passou a ser constitucional e ainda que recente, paulatinamente começou a ser mais aceito pela sociedade. Contudo, vale ressaltar que as consultas remotas não anulam ou desmerecem as presenciais. Visto que, tendo as duas formas de atendimento, reitera-se o artigo quinto da Constituição, em que afirma que todos tem direito à saúde.

Com isso, faz-se necessário que o Estado atue junto com os Ministérios da Educação (MEC) e Saúde (MS), ao levar ao debate público por meio das mídias sociais profissionais da área para desmistificar e sanar as dúvidas acerca da telemedicina. Ademais, é preciso que os dois ministérios, aliados, requalifiquem os profissionais de saúde para a melhoria e eficácia nos atendimentos remotos, ao fornecer cursos de atendimento no ambiente virtual e constante reciclagem de como utilizar as plataformas, pois com a constante inovação tecnológica é importante conhecimento para o bom funcionamento das consultas. Sendo assim, gradualmente, conseguir-se-à reduzir os debates e consolidar a telemedicina no Brasil.