Debate sobre a implementação da telemedicina no Brasil
Enviada em 03/12/2020
Com a pandemia de 2020, causada pelo coronavírus, ocorreu a ascensão do “home office” que consiste em trabalhar remotamente pelo computador. Tal prática alastrou-se nas diversas áreas do mercado de trabalho como a de finanças, jurídica e de educação. Todavia, a implantação desse método de trabalho na área da saúde é extremamente complexa, o que exige muitos estudos para que a construção da telemedicina no Brasil ocorra com segurança e eficiência. Dessa forma, depreende-se que o Poder Público deve criar diretrizes objetivas para a prática da medicina remota, o que irá melhorar a saúde da população, além de reduzir o tempo de espera para consultas médicas no Sistemas de Saúde.
Primordialmente, é necessário salientar que a Constituição Federal de 1988, assegura a todos os cidadãos o direito à saúde. Com isso, torna-se evidente a competência fiscalizatória do Estado para que as práticas de saúde sejam humanizadas e cumpram seu papel de prestar assistência médica aos brasileiros. Portanto, percebe-se a grande responsabilidade das agências públicas como a Anvisa e o Ministério Público em garantir a segurança e a eficiência dos sistemas de telemedicina na nação brasileira. Não obstante, a participação popular também é importante para que a efetivação da medicina remota seja feita de forma ética e direcionada aos que mais possuem dificuldades em sair de casa para ir às Unidades Básicas de Saúde.
Além disso, o fundador da Apple, Steve Jobs, dizia que a a tecnologia muda e mudará o mundo. Sob esse ponto de vista, pode-se afirmar que a automatização das coisas é inevitável, especialmente quando trata-se de relações de serviço entre as pessoas. Entretanto, é preciso ter cautela quando a vida humana é o objeto de trabalho dos profissionais. Desse modo, faz-se necessário que estudos sejam feitos para que a sociedade tire um proveito positivo dessa tecnologia. Para isso, basta que a informação seja disseminada para que os usuário dos serviço de telemedicina use-o de forma adequada e inteligente.
Isso posto, urge que o Conselho Nacional de Medicina, por meio de reuniões com conselheiros e profissionais, crie critérios objetivos para a prática da medicina remota. Isso deve ser feito pois, como qualquer mecanismo novo, a telemedicina pode abrir precedente para um mau atendimento e uma má assistência ao paciente. Contudo, se regras forem impostas e seguidas pelos utilizadores e colaboradores, essa tecnologia revolucionará os Sistemas de Saúde no Brasil. Feita essa medida, a nação brasileira estará fornecendo uma alternativa aos indivíduos que não podem deslocar-se pela cidade para ver um médico.