Debate sobre a implementação da telemedicina no Brasil

Enviada em 11/12/2020

A telemedicina é um recurso imprescindível para a democratização dos serviços de saúde e embora seja uma ferramenta útil ainda existe muitos obstáculos para sua efetivação no Brasil. Tais empecilhos tem origem inegável da desigualdade social vigente. Dessa forma, dentre os fatores que incitam na persistência das barreiras para o desenvolvimento de tecnologia no âmbito da saúde destacam-se, a cultura tradicional da prática da medicina e a distribuição desigual de banda larga no país.

A priori, é notório certa dificultade de aceitação da intermediação tecnológica na medicina pelos pacientes, médicos e instituições, em razão da visão tradicional, no que tange a prática da medicina presencial. Nessa ótica, o atendimento remoto é culturalmente desprivilegiado, de modo que implica no distanciamento do uso das tecnologias e no despreparo  tanto de profissionais da saúde quanto de quem precisa de consulta durante o contato virtual.

Outrossim, cabe ressaltar, a desarmonia na distribuição de internet nas regiões brasileiras que consequentemente dificulta o progresso da telemedicina. Destarte, conforme o artigo da Scielo, no caso de um telediagnóstico, por exemplo, de uma tomografia e radiografia ocupam  respectivamente, 6Mb e 400Kb, assim necessita de uma boa capacidade de transmissão cibernética desses dados. Além disso, é preciso de uma conexão de qualidade para realização de uma videoconferência, para adoção de práticas médicas completas. Sendo assim, o acesso a internet uma fator restritivo a implementação da telemedicina.

Portanto, é inegável que a desigualdade alicerçado a questões culturais e o acesso restrito a internet afeta negativamente a evolução da telemedicina no país. Assim, urge o Governo Federal, para desenvolver campanhas e propagandas de conscientização sobre a importância da difusão da telemedicina e como ela nos beneficia em sinergia com um Plano Nacional aliado aos órgãos municipais, no que se refere ao aumento de pontos com acesso gratuito a internet sem fio de qualidade. Além disso, ONG’s podem promover a doação de aparelhos tecnológicos a população mais carente com intuito de tornar mais acessível a essa camada social. Só assim, será possível quebrar com a visão tradicional da prática médica e ampliar o acesso as novas tecnologias na área da medicina.