Debate sobre a implementação da telemedicina no Brasil
Enviada em 07/12/2020
Após a Terceira Revolução Industrial, em meados do século XX, as tecnologias digitais foram inseridas no dia a dia da população global. Nessa lógica, a área da saúde ganhou a telemedicina como uma importante aliada virtual para medicina tradicional. No Brasil, entretanto, a falta de acesso à Internet e o analfabetismo são empecilhos para a implementação dessas ferramentas na sociedade. Nesse sentido, convém analisar essa problemática, com o intuito de amenizar os entraves para a aplicação dos serviços médicos on-line.
Inicialmente, é importante verificar o principal impacto que a falta de acesso à Internet provoca no atendimento médico digital no Brasil. Nesse contexto, segundo o site de notícias UOL, 20% das residências brasileiras não possuem acesso à Internet. Sob essa perspectiva, por mais que as tecnologias de telemedicina promovam o acompanhamento de pacientes sem a exposição desses aos ambientes hospitalares, uma grande parcela da população ainda precisa recorrer às consultas presenciais e pode ser contaminada por microrganismos presentes nas casas de saúde cheias de indivíduos doentes. Desse modo, é lamentável que cidadãos se exponham a doenças hospitalares ao não poderem utilizar a telemedicina por falta de acesso à Internet.
Ao mesmo tempo, vale também ressaltar o efeito do analfabetismo na inserção da telemedicina no dia a dia do povo brasileiro. Nessa conjuntura, em pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística(IBGE), consta que aproximadamente 6,6% da população do Brasil é analfabeta. À vista disso, consultas de telemedicina são inviabilizadas para essa parte da população, visto que os atendimentos são realizados em plataformas virtuais que, em geral, exigem, pelo menos, leitura e escrita básicas para o atendimento médico. Dessa forma, é absurdo que o analfabetismo ainda persista no país e impossibilite amplo acesso às ferramentas de promoção da saúde.
Nota-se, portanto, o quão danosa a falta de acesso à Internet e o analfabetismo são para a implementação da telemedicina no Brasil. Assim, cabe ao governo federal garantir que toda sua população possa desfrutar de atendimento médico a distância. Isso pode ser feito por meio do amplo acesso à Internet, ao reduzir impostos cobrados aos fornecedores da rede digital que disponibilizem planos baratos ou gratuitos para a população mais humilde, e da redução de indivíduos analfabetos, ao produzir campanhas televisivas que explicitem a importância de saber ler e escrever para acessar os recursos digitais de saúde. Espera-se dessa maneira, que o acesso à Internet seja disponibilizado para todos, a taxa de analfabetismo reduzida e a telemedicina, viabilizada pela Terceira Revolução Industrial , usada por todos.