Debate sobre a implementação da telemedicina no Brasil
Enviada em 09/12/2020
Promulgada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH) garante a todos os indivíduos o direito à saúde, à dignidade e ao bem-estar social. Conquanto, tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática quando se observa as inovações da telemedicina no cenário brasileiro sendo permeado por diversos problemas socioeconômicos, dificultando, desse modo, a universalização desse direito universal tão importante. Nessa perspectiva, é necessário que subterfúgios sejam encontrados a fim de resolver essa inercial problemática.
Precipuamente, é fulcral pontual a educação como fator importante no desenvolvimento de um país. Todavia, ocupando a nona posição na economia mundial, segundo o Banco Mundial, seria racional acreditar que o Brasil possui um sistema público de ensino eficiente. Entretanto, a realidade é justamente o oposto e o contraste dessa realidade é claramente refletido na desigualdade socioeconômica vigorante. Segundo uma pesquisa realizada pelo IBGE, mais de 50% das camadas mais pobres sequer acessam a internet, a vista disso, é possível afirmar como a falta do poder aquisitivo da substancial parcela da população para comprar os recursos obrigatórios para uma consulta online, como computador, celular, pacote de internet, afetando assim o desenvolvimento da saúde remota.
Faz-se mister, ainda, salientar o silenciamento como impulsionador do problema no Brasil. De acordo com Zygmunt Bauman, sociólogo polonês, a falta de solidez nas relações sociais, políticas e econômicas é a característica da “Modernidade Líquida” vivida no século XXI. Diante do exposto, na sociedade pós-moderna, alguns temas são silenciados para que estruturas de poder sejam mantidas. Dessa maneira, muitas pessoas não sabem o que significa e não possui a facilidade no manuseamento, em especial os idosos, o que dificulta a resolução da questão. Assim, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.
Infere-se, portanto, é indispensável a adoção de medidas capazes de mitigar as dificuldades presente na saúde remota no Brasil. Logo, cabe ao Ministério da Saúde em parceria com o Governo Federal, realize a criação de um plano de assistência à saúde pública que promova conexão à internet e meios tecnológicos em todas as regiões do Brasil, por meio de distribuição de pacotes de internet gratuito para os pacientes. Nesse sentido, o fito de tal ação é erradicar a desigualdade e possibilitar o acesso ao espaço virtual de forma igualitária. Somente assim, esse problema será gradualmente erradicado, pois, conforme Gabriel o Pensador “na mudança do presente a gente molda o futuro”.