Debate sobre a implementação da telemedicina no Brasil
Enviada em 17/12/2020
Segundo a pesquisa Demografia Médica de 2018, 39 dos dos 5.570 municípios concentram 60% de todos os médicos do país. Nesse sentido, esses números demonstram a carência de mão de obra em regiões remotas e a necessidade do debate sobre a implementação da telemedicina no Brasil. Por certo, a inserção desse método traz benefícios como o atendimento a distância e a redução dos custos dos laudos.
Em primeiro plano, vale ressaltar que o artigo 196 da constituição de 1988 garante que a saúde é direito de todos e dever do Estado. Portanto, com a efetivação desse recurso, a população que mora em locais isolados terá mais acesso a saúde, mesmo com a grande concentração dos médicos em áreas mais povoadas. Além disso, as empresas de telemedicina vão encarregar-se de muitos laudos que deixariam os médicos locais sobrecarregados, agilizando o processo.
Em segundo plano, a economia com o papel, filmes radiográficos e espaço físico para armazenamento já implicam em uma redução de custos considerável. Mas a telemedicina também pode substituir o especialista na interpretação de exames simples, eliminando gastos com a folha de pagamento. Entretanto, a falta de familiaridade de parte do público com os meios digitais, principalmente entre os mais velhos, trata-se de um fator que pode comprometer a qualidade das consultas.
Em consonância com os as premissas dessa discussão, ratifica-se que medidas concisas, eficazes e ajustadas devem ser aplicadas a realidade da implementação da telemedicina no Brasil. Para tanto, o Estado deve resolver a questão da aceitação por parte dos pacientes e profissionais e questões de segurança digital. Além disso, muitos hospitais públicos e postos de saúde não contam com aparelhos que permitem realizar consultas à distância com segurança, por isso, um investimento no SUS em regiões remotas é uma saída para sanar a falta de médicos nos lugares mais carentes. Dessa forma, a telemedicina vai agir para promover a democratização da saúde no Brasil