Debate sobre a implementação da telemedicina no Brasil

Enviada em 11/12/2020

" O novo sempre dispertou perplexidade e resistência “. Essa afirmação do psicanalista Sigmund Freud serve para explicar a reação da sociedade no que diz respeito aos debates sobre  problemática da implementação da telemedicina no Brasil, tal problema é fruto inegável da negligência estatal, pautada na dificuldade ao acesso de tecnologias digitais somado ao negacionismo científico da sociedade.

Desse modo, a desigualdade social é um fator importante na implementação da telemedicina no país, uma vez que devido a dificuldade ao acesso à tecnologias digitais a parcela vulnerável da população acaba ficando sem acesso a assistência médica necessária, podendo acarretar em graves casos clínicos ou até mortes. Como consequência disso, é possível observar a população carente sem atendimento médico. Exemplo claro pode ser observado durante o pico da pandemia, em que a única forma de atendimento com médicos era a telemedicina e algumas pessoas não possuiam as ferramentas necessárias para tal.

Além disso, a negligência estatal é evidente no que tange ao negacionismo científico da sociedade, uma vez que não há fiscalização especializada para investigações a cerca da propagação de notícias falsas em veículos midiáticos, causando temor na população, fazendo-os recusar o uso da ferramenta de telemedicina. Exemplo claro é o negacionismo de uma parcela da população ao uso desta ferramenta, que declaram veemente que serão atendidos por pessoas menos qualificadas e colocarão seu bem estar em risco.

Portanto, para tornar positivos os debates sobre a implementação da telemedicina no Brasil é necessário que o Governo Federal em parceria com os veículos midiáticos criem um plano nacional efetivo que atue no combate a propagação de notícias falsas, de modo que investigue, tire de circulação e puna as pessoas que promovam esses atos, implicando diretamente na segurança das pessoas e fazendo-as ter total certeza das notícias disponibilizadas no meio social.