Debate sobre a implementação da telemedicina no Brasil
Enviada em 13/12/2020
A Peste Negra ocorrida na Europa do século XIV foi a pandemia mais devastadora já registrada na humanidade e enfrentou, além da falta de conhecimentos médicos suficientes, a dificuldade de atender todos os doentes. Passados vários séculos, a população mundial vive hoje uma realidade parecida, em virtude do coronavírus. O Brasil é um dos países mais afetados com isso. Nesse viés, a telemedicina representou um grande avanço e tem ajudado muito no atendimento de pacientes não só com o vírus, mas também com outras doenças, já que existe a preocupação atual com o isolamento social. Todavia, apesar de sua eficiência e importância, ela ainda sofre empecilhos para ser implantada no país. Tal problemática persiste por raízes ideológicas e sociais.
Em primeiro lugar, é importante destacar que muitos brasileiros não confiam no novo método e pensam que é algo que não funciona. Eles acreditam que apenas o tradicional é eficaz e, por isso, não aderem às novidades. Assim, torna-se difícil inseri-las na sociedade. Entretanto, segundo o filósofo Heráclito, “nada é permanente, exceto a mudança”, o que mostra que mudar é essencial e faz parte da natureza humana. Dessa maneira, apesar de a população ter receio das transformações, é fundamental a criação recursos para conseguir se adaptar, já que esse é o único meio de evoluir como ser humano e criar melhores condições para a vida na Terra
Além disso, outro fator a ser considerado é a desigualdade social na nação. Mesmo que o espaço virtual faça parte parte da vida de vários cidadãos, ele ainda não abrange todos eles. Nesse âmbito, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de um quarto da população brasileira com 10 anos de idade ou mais não tinham acesso à internet em 2018. Isso comprova a discrepância entre as diferentes camadas da sociedade. Por conseguinte, o estabelecimento da telemedicina é dificultada, já que não é possível executá-la sem a rede e sem aparelhos próprios para as chamadas de vídeo.
Observa-se, portanto, que as razões de ordem ideológica e social atrapalham o uso da telemedicina no Brasil. Destarte, medidas são necessárias para resolver esse impasse. É papel da mídia, como principal influenciadora de massas, mostrar os benefícios desse método, por meio de propagandas, para que os indivíduos confiem mais nele. Nessas representações midiáticas, é essencial o uso de imagens ilustrativas e de depoimentos reais de casos em que o sistema foi útil e eficaz. Para mais, o governo deve fazer com que ele chegue a todos os brasileiros, por intermédio da instalação de postos com computadores e internet em vários pontos do país, a fim de diminuir a desigualdade nesse contexto. Com essas medidas será possível evoluir e criar um Brasil saudável.