Debate sobre a implementação da telemedicina no Brasil
Enviada em 15/12/2020
Com o surgimento da “internet”, o cotidiano da população passou por intensas transformações na maneira de se comunicar ou acessar informações. Certamente, a tecnologia também revolucionou a medicina, com a criação de equipamentos e métodos cada vez mais eficazes, no Brasil, passou-se a discutir sobre a implantação da telemedicina, o que vai proporcionar vários benefícios à sociedade, como o barateamento dos custos. Frente a essa realidade, convém analisar os aspectos positivos e negativos desse debate nacional.
Em primeira análise, vale ressaltar a redução de filas e o tempo de espera nos centros de atendimento como uma das principais vantagens da teleconsulta, visto que essas unidades brasileiras passam por sérios problemas com a superlotação. Segundo a Constituição Federal de 1988, a saúde é direito de todos e dever do Estado. Por isso, é de suma importância a implantação dos exames virtuais, para possibilitar mais fluidez nas consultas médicas que não demandam de procedimentos complexos, e, assim, desafogar os postos básicos do país.
Em segundo plano, é importante destacar o enfraquecimento do vínculo entre médico e paciente como umas das desvantagens dessa tecnologia, já que não terá o contato direto entre ambas as partes. De acordo com o G1, portal de notícias da Globo, o receio da sociedade quanto a segurança de seus dados pessoais, é um empecilho para o sucesso desse modelo. Nesse sentido, para que a telemedicina não seja nociva para o bom resultado do atendimento, é preciso usar essa ferramenta como auxílio em casos simples, para proporcionar mais dinamismo nos procedimentos, mas não substituir a medicina tradicional.
Desse modo, para não ser uma medida falha, o Estado deve estabelecer regras de segurança e estruturas eficazes, por meio do programa “Médicos do Futuro”, o qual irá efetuar um projeto de lei que estabeleça obrigatoriedade da realização do primeiro antedimento de forma presencial, projetar banco de dados seguros de modo a não comprometer os informações pessoais dos cidadãos, mas também promover acesso à tecnologia de forma democrática. Espera-se, com isso, que o sistema de saúde brasileiro seja modernizado e acessível a todos.