Debate sobre a implementação da telemedicina no Brasil

Enviada em 18/12/2020

“É impossível progredir sem mudança. E aqueles que não mudam suas mentes, não podem mudar nada”. A frase dita por Bernard Shaw, escritor inglês, aborda a importância de se conectar às mudanças da evolução humana. Uma dessas é a implementação da telemedicina no Brasil. Esse é um avanço com grande potencial, mas perde com problemas, como a falta de contato físico (médico e paciente) e baixa democratização do acesso.

No século XX, Albert Einstein visava a nossa atualidade, como dito em sua frase - “Tornou-se aterradoramente claro que a nossa tecnologia ultrapassou a nossa humanidade”. - Ele reconheceu que a sociedade já era dependente da tecnologia, de maneira que não conseguia realizar atividades meramente humanas, sem ela. Porém, a implementação da telemedicina retira um fator essencial da medicina tradicional, o contato físico entre médico e paciente. Tal prejuizo pode ocasionar erros em diagnósticos, já que o especialista não poderá sentir o doente, de fato. Assim como desumaniza uma relação, onde o toque  é importante.

Nesse contexto, não se pode esquecer de que o uso da telemedicina não é algo recente, mas está em maior evidência, no Brasil, devido à pandemia. Entretanto, ela não é totalmente democrática em relação a sua acessibilade, como dito por Milton Santon - “A globalização atinge ao mundo todo, mas não a todos os lugares”. - Ainda há regiões no Brasil onde não se beneficiam desses avanços e acabam ficando fora de uma ferramenta com enorme potencial democrático. Além disso, está previsto o uso remoto somente até o fim do cenário pandêmico, deixando um futuro incerto para o seu uso no país.

Diante disso, a implementação da telemedicina no Brasil deverá ser feita a longo prazo, visando uma passagem pós pandêmica. Cabe aos poderes políticos (Lesgislativo e Executivo), regulamentar o uso da alternativa (remota) para casos leves e autorizar o seu funcionamento junto com a medicina tradicional para toda sociedade. Dessa forma, será uma atividade cada vez mais natural e democrática, amenizando seus prejuizos.