Debate sobre a implementação da telemedicina no Brasil
Enviada em 15/12/2020
A medicina do século XVI era exercida de forma precária, uma vez que os médicos recorriam a sangrias como forma de cura para quase todas as doenças. Após o período Renascentista, os médicos buscavam explicar as doenças através de testes e estudos científicos. Assim como as mudanças que ocorreram na medicina até o Renascimento, surge hoje no Brasil a telemedicina; mas, apesar de ser um avanço natural de acontecer, ela ainda é pouco empregada devido à dificuldade de mudança do pensamento coletivo e o pouco acesso à informação.
Em primeira instancia, é preciso atentar a questão do pensamento estagnado da população. Conforme Durkheim, o fato social é a maneira coletiva de pensar. Sob essa lógica, é possível perceber que a questão da resistência à implantação da telemedicina é fortemente influenciada pelo pensamento coletivo, uma vez que, se as pessoas crescem inseridas em um contexto social onde o costume prevalece em detrimento da ciência, a tendência é adotar esse comportamento também, o que torna sua solução ainda mais complexa. Dessa forma, sem incentivos, a ciência também tende a estacionar, indo em discordância com os pensamentos de Albert Einstein, que reitera a ciência como a coisa mais preciosa que a sociedade possui.
Outrossim, o escasso acesso à informação é um forte empecilho para a resolução do problema. Nesse sentido, o filósofo Schopenhauer defende que os limites do campo de visão de uma pessoa determinam seu entendimento a respeito do mundo. Isso justifica outra causa do problema: se as pessoas não têm acesso à informação séria sobre a telemedicina, sua visão será limitada, o que dificulta a erradicação do problema. Sendo assim, a pesquisa realizada pela Associação Paulista de Medicina mostra que 65,19% dos médicos têm interagido com os pacientes por meio de tecnologias, como WhatsApp, fora do atendimento na clínica. Consequentemente, os dados mostram que os pacientes muitas vezes utilizam da telemedicina sem saber que o estão fazendo.
Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. Logo, é necessário que as prefeituras, em parceria com o governo do estado e especialistas no assunto proporcionem ações que revertam a falta de informação sobre a telemedicina. Tais ações devem ocorrer nas mídias, por meio da produção de vídeos e propagandas que alertem sobre as reais condições da questão. É possível, também, criar uma “hashtag” para identificar a ação e ganhar mais visibilidade, a fim de conscientizar a população sobre as verdadeiras intenções da telemedicina e elucidar a população sobre o tema. Assim, ressalta-se a relevância de resolver a problemática no momento atual, pois, como defendeu Martin Luther King: “Toda hora é hora de fazer o que é certo”