Debate sobre a implementação da telemedicina no Brasil

Enviada em 17/12/2020

O desenvolvimento tecnológico tem crescido muito desde a 2ª Guerra Mundial possibilitando mecanismos avançados em todos os setores, inclusive na saúde, como a telemedicina (atendimento a distância por via internet). Entretanto, no Brasil, não há eficácia total ainda, pois o acesso ao meio digital não é democrático e em alguns casos é necessária a presença de um médico para realizar o atendimento no paciente.

Primeiramente, é necessário lembrar que, mesmo com a inserção da telemedicina, o Brasil não é um país onde há internet para todos. Tanto que, de acordo com o IBGE, 45,9 pessoas não tinham acesso virtual em 2018. Nesse sentido, deve-se disponibilizar para toda a população esse meio de comunicação e depois debater a respeito de um novo modelo de atendimento, já que, na teoria, o direito a saúde é universal. Embora a telemedicina tenha sido aprovada como diz uma notícia publicada em abril deste ano no site “Senado”, tal prática pode não ser conveniente o bastante em casos mais delicados, como um parto, fazendo-se necessária uma especificação e explicação clara do funcionamento do atendimento.

Em segundo lugar, é válido ressaltar que a nova forma de assistência pode trazer algumas complicações. Nesse sentido, existem casos graves que pacientes precisam de toque e de uma avaliação mais próxima que, se feita de maneira remota, pode pode não ter a precisão necessária. A exemplo, a Associação Médica Brasileira afirma que os pacientes se encontram em situação de vulnerabilidade por haver a possibilidade de erro nos exames. Assim, o Estado deve ter atenção ao aprovar a implementação da telemedicina preservando a saúde dos indivíduos.

Portanto, é dever do Ministério da Economia ampliar o acesso à internet, visando alcançar mais pacientes por meio da descentralização desse privilégio - com a instalação de aparelhos por via “Wi-Fi”  em locais necessitados - a fim de espraiar a prestação de serviço a saúde ao máximo de pessoas. Sendo urgente ainda que o Ministério da Saúde limite os tipos de atendimento, utilizando somente para triagens e exames de rotina por exemplo, por inermédio de um documento para melhor compreensão das pessoas. Assim, finalmente o Brasil irá continuar avançando suas tecnologias como vem fazendo desde a segunda grande guerra, porém incluindo todos os cidadãos.