Debate sobre a implementação da telemedicina no Brasil
Enviada em 18/12/2020
Com o advento da terceira revolução industrial, novas tecnologias e ferramentas digitais tornaram-se comuns ao cotidiano da população mundial. Atrelado a isso, na área da sáude, surgiu a telemedicina, que se utiliza dessas ferramentas para prática médica. No Brasil, porém, tal artifício ainda possui entraves, tais como: a inacessibilidade financeira a meios digitais e a ignorância da população para com conceitos médicos.
Em primeira instância, é necessário analisar a questão socioeconômica brasileira. Segundo o IBGE, cerca de 51% da população ainda vive com menos de um salário mínimo, sendo que esse já não supre as necessidades básicas garantidas, teoricamente, pela constituição. Em vista disso, percebe-se a insuficiência financeira do povo para arcar com recursos que os habilitem a telemedicina, o que dificulta a implementação dessa prática.
Ademais, a insuficiência educacional também limita a medicina digital. A pesquisa nacional de domicílios, feita pelo IBGE, mostra que mais da metade da população brasileira não concluiu a educação básica. Logo, depreende-se que dificilmente essa parcela poderá descrever, com precisão, os sintomas e estruturas anatômicas a serem examinados remotamente, o que torna a telemedicina ineficiente para grande parte da sociedade.
Portanto, é dever do Ministério da Saúde tornar a telemedicina possível nacionalmente. Para isso, deve disponibiliar, por meio do Cadúnico, dispositivos e pacotes de internet para a população carente, para que esses, com o auxílio de assistentes sociais do CRAS (Centro de referência de assitência social), possam ter acesso remoto a exames e consultas médicas com profissionais do SUS. Dessa forma, graças a telemedicina, a saúde, direito garantido pela Carta Magna, se tornará mais democrático.