Debate sobre a implementação da telemedicina no Brasil
Enviada em 19/12/2020
Há algumas décadas, a preocupação com saúde de seus cidadãos tem se tornado prioridade em um país desenvolvido como o Canadá. No Brasil, porém, a negligência demonstrada por parte do poder público no que se refere à implementação da telemedicina, revela o quão necessário é debate sobre esse assunto na esfera pública. Assim, é necessário analisar tal quadro, intrinsecamente ligado a fatores educacionais e políticas públicas.
Em primeiro plano, é possível destacar que o implemento da telemedicina, como um fator que facilita, diretamente a qualidade da saúde no Brasil. De acordo com o Dr. Drauzio Varella, sistemas de saúde em todo o mundo enfrentam problemas relacionados aos seus orçamentos deficitários. Dessa forma, usar a internet para facilitar o encontro entre paciente e médico, para tratar de problemas de saúde mais simples, é uma estratégia inteligente, visto que, promove eficiência e baixo custo. Assim, o filósofo Kant defende que o homem não é nada além daquilo que a educação faz dele. Diante de tal exposto, é necessário educar os cidadãos, por meio da conscientização, no que se refere aos benefícios que a tecnologia pode trazer ao sistema de saúde, com o objetivo de popularizar essa nova modalidade e, consequentemente, melhorar o funcionamento de hospitais no país.
Além disso, evidencia-se, por parte do Estado, a falta de políticas públicas suficientemente efetivas para a promoção da telemedicina. Sob essa ótica, segundo o filósofo Thomas Hobbes, cabe ao estado viabilizar ações que garantam o bem-estar da população. Essa máxima, encontra-se deturpada no contexto atual, visto que, de acordo com o site Brasil Telemedicina, muitos ainda acreditam que o atendimento online seja prejudicial e, consequentemente, não fazem uso dessa modalidade, por não entender que objetivo é aprimorar a medicina tradicional, e não a substituir. Esse cenário, além de danoso, é inaceitável em um país que alega ter uma constituição que está do lado do cidadão e, ainda assim não promove campanhas esclarecedoras sobre o método, para que a população possa aderir ao atendimento médico, através de aparelhos eletrônicos.
Portanto, com a intenção de seguir o bom exemplo de países desenvolvidos o governo federal deve agir. Nesse sentido, o Ministério da Saúde deve adicionar no currículo escolar de alunos do ensino médio palestras sobre como funciona o atendimento médico online, com a presença de familiares, por meio de médicos capacitados, que auxiliarão a população a entender o quão benéfico é o uso da tecnologia na área da saúde, com a finalidade de disseminar essas informações e, assim melhorar a saúde pública e privada no Brasil. Espera-se, com isso, uma mudança de realidade.