Debate sobre a implementação da telemedicina no Brasil
Enviada em 19/12/2020
O coronavírus já afetou diferentes estilos de vida e trabalho das pessoas. As normas dos órgãos de saúde sobre o controle do isolamento social para controlar a contaminação mudaram como rotinas e hábitos das pessoas, inclusive nos cuidados de saúde. Por isso, empresas de diversos ramos, inclusive de saúde, precisam se adaptar a esse novo momento e adotar um escritório doméstico. Na medicina, não há diferença. Dessa maneira, possibilitando que os atendimentos sejam mais dinâmicos, contudo, ainda assim é possível verificar que há desafios a serem enfrentados na sua implementação, como uma dificuldade de acesso à internet por parte da população e o impacto da ausência de contato físico.
O primeiro desafio que se pode colocar é que a telemedicina mudou o modelo médico de queixas, portanto, o comportamento requeridos técnicos que facilem sua implementação. No entanto, os segundo dados do Instituto Brasileiro de Pesquisa e Estatística, mais de 45% da população não tem acesso à Internet, como muitas populações ribeirinhas. Portanto, a telemedicina enfrenta grandes desafios em suas instituições, pois o acesso à telemedicina não é democrático.
Nos casos em que haja necessidade de fazer exame físico de forma que não possa ser substituído pela teleconsulta, além das hipóteses de urgência e emergência, a telemedicina é evitada. Além disso, é importante ressaltar que gravações de consultas devem ser autorizadas pelo paciente e pelo profissional de saúde levando-se em consideração como leis de uso de imagem.
Para tal, é necessário que o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicação crie um espaço público com Internet e computadores com o apoio do governador para realizar a telemedicina através do uso de bibliotecas e escolas nacionais. Portanto, o acesso à Internet não é mais um desafio e a democratização da telemedicina está ocorrendo. Além disso, o Conselho Federal de Medicina e suas regiões devem aprovar decreto para regulamentar a autorização de exames complementares, possibilitando aos profissionais o controle remoto de doenças crônicas. Essa medida deve ser tomada para que, embora a telemedicina não atenda às necessidades do contato físico, ainda seja muito útil na interpretação de exames complementares à distância, ajudando a finalizar o diagnóstico.