Debate sobre a implementação da telemedicina no Brasil

Enviada em 08/01/2021

No que se refere aos serviços de saúde ofertados à  distância, devido às necessidades de adaptação frente a pandemia ocasionada pelo novo coronavírus, é notório que esses vieram com o intuito de auxiliar a população. Ainda que esse novo modelo de atendimento promova facilidades no acesso aos serviços, seu uso torna-se restrito a apenas uma parte da sociedade.

Certamente a telemedicina surgiu devido às demandas na área da saúde, trazendo resolutividade e inovação por acompanhar os pacientes remotamente. Como prevê o artigo 3º da Lei 13.989, é possível que vários pacientes sejam atendidos e monitorados através de dispositivos eletrônicos como celular, computador, tablets, dentre outros, com muito mais conforto e rapidez.

Em virtude do acesso à telemedicina ocorrer exclusivamente por meio da internet e necessitar que os usuários detenham equipamentos eletrônicos para usufruir desse benefício, fica evidente que uma parcela da população não será contemplada com esse tipo de viabilização do acesso à saúde, visto que de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, em 2018 cerca de 23,5% da população brasileira ainda não tinha acesso à internet.

Dessa forma, passa a ser fundamental que a telemedicina seja uma prática a ser mantida, até mesmo após o período pandêmico, já que sua eficiência tornou-se evidente para melhorar a demanda de atendimentos. Todavia, é necessário que o governo brasileiro solucione as disparidades em relação ao acesso à internet, criando e promovendo políticas de inclusão digital àquelas populações menos favorecidas digitalmente.