Debate sobre a implementação da telemedicina no Brasil

Enviada em 08/01/2021

Diante do futuro

Desde a década de 1990 houve a inserção da telemedicina na sociedade brasileira. No entanto, é diante do cenário de pandemia, devido ao corona vírus, além do uso constante e abrangente de tecnologias, que essa modalidade se fortaleceu de maneira notória. Entretanto, inseri-la vigorosamente, para os agrupamentos sociais brasileiros, é um desafio com pontos positivos e negativos.

Diante do avanço tecnológico, outros setores também foram desenvolvidos, dentre eles a saúde, a qual foi beneficiada com o surgimento de novos aparelhos, assim como da telemedicina. Essa inovação propicia uma experiência inédita, na qual barreiras geográficas não são um problema para uma consulta de qualidade, em uma realidade desigual de médicos por região. Segundo a pesquisa Demografia Médica de 2018, há grande disparidade na distribuição de médicos pelo Brasil. Ademais, a agilidade com a qual são entregues exames, além do histórico de saúde completo protegido e armazenado na “nuvem” geram vantagem não só para o profissional como para os indivíduos, os quais podem acessá-los sempre que necessário.

Mas, em meio a tantas qualidades há também desafios para serem superados, como a falta de familiarização, por uma parcela significante de idosos, a qual causa insegurança para serem consultados e medicados. Outrossim, a impossibilidade de controlar o ambiente externo a consulta, o qual pode apresentar barulhos e má sinalização da internet, são impasses para o sucesso da implementação da telemedicina no país.

Dado o exposto, é notório que essa modalidade é proveitosa para toda população, porém necessita de aperfeiçoamentos, fazendo-se necessário que o Ministério da Saúde em parceria com os Municípios, promovam campanhas informativas e com depoimentos reais de quem já vivenciou uma consulta remota, por intermédio da televisão. Resultando assim, na adaptação social quanto aos novos modos de vida.