Debate sobre a implementação da telemedicina no Brasil
Enviada em 11/01/2021
A Organização Mundial de Saúde (OMS) define saúde como completo bem-estar físico, psíquico e social e não apenas como ausência de doenças. Nesse viés, é válido refletir sobre a implementação da telemedicina no Brasil como um suporte valioso à saúde, pois reduz as filas de espera nos consultórios físicos, bem como permite que o médico identifique casos mais graves com tempo hábil, ajudando, assim, a salvar vidas.
Nessa conjuntura, é importante frisar o cenário de pandemia vivenciado pelo mundo. O Brasil, por sua vez, com um sistema público de saúde precário, já perdeu milhares de vidas para o SARS-COV-2. Nesse contexto, a implementação da telemedicina visa, portanto, reduzir as enormes filas nos consultórios e hospitais brasileiros. Tal realidade favorece, ainda, o isolamento social tão necessário e imposto pela pandemia.
Adicionalmente, a opção de uma consulta online permite, por seu rápido acesso ao profissional, que mais vidas sejam salvas. Isso ocorre devido o médico poder observar sinais e sintomas de importante gravidade, de forma a priorizar o atendimento do indivíduo em questão. Esse episódio é, por vezes, impedido pela enorme burocracia e demora tão comuns nas consultas tradicionais.
Na tentativa de auxiliar o Sistema Único de Saúde (SUS) o Governo Federal deve, portanto, através do Ministério da Saúde investir na implementação permanente das teleconsultas no Brasil, por meio de aplicativos gratúitos, contando com profissionais da área qualificados que atendam parte da população de forma remota. É necessário, ainda, que o Governo divulgue o uso do aplicativo nos diversos meios de comunicação, como televisão e rádio e, também, disponibilize propagandas que ensinem a comunidade a manuseá-lo. Desse modo, o país estará, de fato, contruibuindo para o completo bem-estar dos indivíduos, defendido pela OMS.