Debate sobre a implementação da telemedicina no Brasil

Enviada em 13/01/2021

É fato que, desde os séculos passados com a falta de tecnologia e informação, a sociedade evoluiu como um todo e trouxe à tona métodos que favorecem a manutenção da vida, proporcionando, assim, uma maior comodidade, no que tange a saúde pública, por meio da telemedicina. Nesse contexto, faz-se necessário analisar todos os pontos desta nova funcionalidade visando um melhor aproveitamento da mesma.

Segundo dados do IBGE, mais da metade da população brasileira é dependente do Sistema Único de Saúde (SUS) e necessita do atendimento da mesma para diagnosticar e remediar seus problemas de saúde conforme forem surgindo. Porém, o SUS em muitas vezes não consegue, por falta de recursos materiais, financeiros e/ou humanos, atender à todos, deixando claro que o surgimento de tecnologias, como a telemedicina, auxiliam e permitem uma melhor comunicação entre os enfermos e os profissionais capacitados.

Por conseguinte, tal ato pode acabar trazendo prejuízos ainda maiores ao estado de saúde do indivíduo caso o dignóstico não seja feito corretamente e ultrapasse limites impostos pela Conselho Regional de Medicina. Afinal, ao proporcionar o diálogo entre médico e paciente via aparelhos digitais, corre-se o risco de passar despercebido certos detalhes importantes ou até mesmo que o médico não esteja preparado para lidar com essas tecnologias e falhe no processo de comunicação.

Desta forma, é necessário que a Organização Mundial da Saúde coordene e fiscalize diariamente, por meio do requerimento de relatórios por parte dos profissionais da saúde, todas as formas de interação da telemedicina, buscando encontrar possíveis erros dentro do sistema. Somente com essa fiscalização será possível conciliar tecnologia, segurança e saúde, trazendo o aumento da expectativa de vida brasileira e redução dos custos com o SUS a longo prazo.