Debate sobre a implementação da telemedicina no Brasil
Enviada em 14/01/2021
Desde a Revolução Técnico-Científico-Informacional, a internet vem modificando as relações sociais, possibilitando novas formas das pessoas se encontrarem, se divertirem e até trabalharem. Essa realidade, felizmente, se faz presente na área da saúde do Brasil por meio da telemedicina. Nesse contexto, vale debater a importância dessa nova forma de atendimento, por diminuir as distâncias e evitar os perigos do auto-diagnóstico.
Partindo desse pressuposto, é importante ressaltar que nem todos locais do Brasil são contemplados com unidades de saúde para atender a população. Nesse viés, a telemedicina se tornou uma ferramenta essencial, principalmente na pandemia, para que os moradores de áreas rurais e zonas periféricas tenham o atendimento médico de qualidade de forma acessível, de modo que evitem o deslocamento grande ou até a desistência da busca pela assistência. Dessa forma, o princípio da universalidade do SUS é contemplado e mais cidadãos garantem esse direito.
Ademais, a telemedicina é um grande aliado no combate a auto-diagnósticos perigosos e notícias falsas sobre a saúde. Sob tal ótica, vale abordar que os indivíduos que buscam informações médicas, sem orientação, são como os prisioneiros do mito da caverna de Platão, que são guiados pelas sombras que geram uma pseudorrealidade. Nesse caso, essas sombras são as imagens que os sites não confiáveis conferem aos internautas e, assim, eles tiram conclusões erradas sobre o problema que estão passando. Destarte, a telemedicina e uma forma dos indivíduos se libertarem da caverna e encontrarem o esclarecimento com profissionais que os dêem orientações corretas sobre seu estado de saúde, dessa maneira, complicações futuras são evitadas.
Portanto, é fulcral que o Ministério da Saúde, visto que o responsável pelas diretrizes dessa área, efetivo o acesso da telemedicina pela população, por meio da sobrevivência permanente- e não só emergencial, devido a pandemia- dessa modalidade de atendimento, a fim de que os cidadãos que vivem em áreas distantes e aqueles que se guiam por pseudo-informações acerca da saúde sejam contemplados com um atendimento de qualidade.