Debate sobre a implementação da telemedicina no Brasil

Enviada em 16/01/2021

Com o fenômeno da globalização iniciado a partir da Revolução Industrial, a internet tornou-se cada vez mais presente na vida pessoal. Com isso, vários serviços começaram a se propagar no meio virtual como exemplo a telemedicina. Nesse sentido, a desigualdade social e a ineficiência estatal são impasses a serem combatidos para o avanço da telemedicina.

Em segundo plano, vale ressaltar a desigualdade social como um fator que contribui para a piora do impasse. De acordo com o índice de Gini, medida que classifica o grau de desigualdade no país, o Brasil está entre as 10 nações mais desiguais no mundo. Nessa lógica, essa cruel disparidade faz com que parcela da população não tenha familiaridade com o ciberespaço. Dessa forma, parte do povo brasileiro, devido a sua condição social, é impedida de ter acesso á tecnologia, fato que consequentemente agrava esse entrave.

Em primeiro plano, é importante destacar a ausência de medidas governamentais para combater o problema. Nesse sentido,  tende a se agravar, pois o governo não propagam medidas para a resolução, como por exemplo o investimentos em equipamentos digitais. Essa conjuntura, segundo as idéias do filósofo John Locke, configura-se como uma violação do “contrato social”, já que o Estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis, como os recursos da telemedicina, o que infelizmente é evidente no país.

Portanto, medidas são necessária e urgentes para minimizar os impasses para o avanço da telemedicina. Sendo assim, o Ministério da Tecnologia deve instituir um espaço público, por meio da utilização de escolas estaduais e bibliotecas com a presença de internet para a implatação da telemedicina, com o intuito de fornecer um melhor atendimento. Com essas medidas, consolidará uma sociedade melhor onde o Estado desempenha corretamente seu “contrato social”, tal como afirma John Locke.