Debate sobre a implementação da telemedicina no Brasil
Enviada em 31/01/2021
A saúde pública brasileira enfrenta, corriqueiramente, problemas nas esferas técnicas e morais da sociedade. Essas falhas conjunturais podem ser minimizadas com o pleno desenvolvimento da telemedicina no país, a qual possibilita a interação entre profissionais e comunidades de regiões distintas e, dessa forma, ameniza a desigualdade sanitária existente na nação. Adicionalmente, o exercício da medicina por meio das novas tecnologias deve ser concretizado com humanidade na relação médico-paciente, pois o contato físico é impossibilitado e o diálogo torna-se de extrema importância para a consulta e para os futuros diagnósticos.
Em primeira instância, é perceptível que inúmeras áreas nacionais, como as favelas, não são englobadas pelos processos de atendimento sanitário. Tal contexto é vizualizado na série “Sob pressão”, cujo enredo expõe a lamentável escassez de profissionais de saúde em hospitais públicos do Brasil. Nesse viés, a aplicação da telemedicina é de extrema relevância para a diminuição da desigualdade de tratamento, uma vez que é capaz de direcionar médicos, nutricionistas, psicólogos e outros intelectuais para a consulta individualizada a distância, englobando regiões que se apresentam deficitárias em trabalhadores desse setor. Assim, a sociedade pode ser acompanhada por profissionais de qualidade mediante o ilustre uso das tecnologias de comunicação.
Além disso, é imprescindível que o emprego da telemedicina seja companhado por uma relação médico-paciente permeada pelo sigilo e pela empatia. Sob tal ótica, o artigo “Aos estudantes de medicina”, do oncologista Dráuzio Varella, discute sobre a necessidade do respeito profissional frente às deficiências do indivíduo em tratamento, pois, além do cuidado fisiológico, o médico deve ter o zelo ao psicológico do humano. Destarte, a impessoalidade gerada pelas máquinas de comunicação, utilizadas na telemedicina, deve ser mitigada por meio do diálogo humanista e da capacidade de entender os questionamentos do paciente. Diante disso, a prática das ciências biológicas pelas telas informáticas exige a cautela em dialogar e, assim, melhorar as previsões dos diagnósticos supostos.
Enfim, a telemedicina é benéfica para a diminuição da desigualdade sanitária entre as regiões e deve ser acompanhada pelo caráter empático dos trabalhadores. Depreende-se, então, a necessidade de atuação do Minitério da Saúde na formação de debates, nas universidades da área da saúde, sobre a utilização da infomática no exercício laboral. Isso acontecerá mediante palestras de médicos conhecedores de tais técnicas, os quais deverão enfatizar a importância do diálogo humanista e empático com os pacientes a fim de formar profissionais mais solidários. Desse modo, o artigo escrito por Dráuzio Varella será concretizado e o atendimento a distância será aprimorado.