Debate sobre a implementação da telemedicina no Brasil

Enviada em 10/02/2021

A Constituição Federal - norma de maior hierarquia do sistema jurídico brasileiro - garante, em seu artigo terceiro, o direito ao bem-estar e ao desenvolvimento nacional. Analogamente, nota-se que esse direito não é garantido, uma vez que ainda há impasses para a implementação da telemedicina no país. Diante disso, é preciso analisar como a dificuldade de acesso à internet por parte da população e o impacto da ausência de contato físico agem como propulsores da problemática.

Em primeiro plano, é importante destacar a dificuldade de acesso à internet por parte da população como um coeficiente do problema. Nesse contexto, Ariano Suassuna, escritor brasileiro, defende a existência de uma injustiça secular capaz de dividir a nação brasileira em duas vertentes: a dos favorecidos e a dos despossuídos. Logo, o primeiro passo para promover com qualidade a telemedicina é a dissolução da desigualdade social no país, onde, mesmo nos dias atuais, grande parcela da população não tem acesso à internet. Dessa forma, as autoridades governamentais devem, urgentemente, rever o seu posicionamento.

Ademais, é fulcral apontar o impacto da ausência de contato físico como outro agravante do problema. A esse respeito,  a Terceira Lei de Newton afirma que toda ação corresponde a uma reação de igual intensidade, mas que atua no sentido oposto. Da teoria à prática, nota-se que mudanças radicais como essa podem causar impacto negativo no primeiro momento, porque essas modificações tiram as pessoas da sua zona de conforto, o que assusta muitas delas. Dado isso, é fundamental que medidas sejam tomadas para reverter esse pensamento antigo da sociedade.

Em suma, é evidente que a implementação da telemedicina do Brasil é um desafio árduo e precisa ser colocado em prática. Sendo assim, a fim de solucionar a dificuldade de acesso à internet por parte da população e o impacto da ausência de contato físico, cabe ao Ministério da Saúde, por meio de verbas governamentais, a criação de campanhas conscientizantes, visando mostrar para a população que a telemedicina veio para facilitar e melhorar a saúde do país. Dessa maneira, será possível fazer analogias ao artigo terceiro da Constituição Federal e a população terá o bem-estar e o desenvolvimento nacional garantidos.