Debate sobre a implementação da telemedicina no Brasil

Enviada em 14/02/2021

Em seu livro, “A visão em paralaxe”, o filósofo Zyzek discute sobre a necessidade de possuir um olhar por um âmbito geral para a realização da análise de problemas sociais. Nesse sentido, a telemedicina, que é a oferta de serviços médicos a distância, proporciona praticidade, no entanto, ainda existem paradigmas acerca de sua implementação. Sendo assim, é imprescindível que haja o debate sobre essa temática no Brasil, pois essa ferramenta traz benefícios tanto no que tange à promoção de uma assistência médica rápida, quanto em relação ao alcance de uma democratização do acesso ao conhecimento.

É relevante abordar, primeiramente, o conceito do “biopoder”, criado pelo filósofo Foucault, que consiste na afirmação da obrigatoriedade que os órgãos da nação possuem de promover meios de garantir a vida do cidadão. Nessa perspectiva, dentro dessa estrutura do poder encontra-se a saúde e a telemedicina funciona como um instrumento que confere assistência no tratamento e na prevenção de problemas mais simples de forma fácil e ágil.

Em segunda análise, cabe mencionar a trajetória da pediatra Zilda Arns, que em parceria com a igreja católica e profissionais liberais, criou a Pastoral da Criança e a da Pessoa Idosa, indo de porta em porta para disseminar informações sobre o cuidado com a saúde. Nesse contexto, através dos avanços tecnológicos, tornou-se viável o surgimento da telemedicina, podendo-se alcançar o acesso ao conhecimento de maneira mais democratizada.

Infere-se, portanto, que o debate sobre a implementação da telemedicina no Brasil possui enorme importância. Desse modo, o Ministério da Educação – responsável por formular a política nacional de educação – deve realizar nas escolas de níveis fundamental e médio, bem como na mídia – televisão e redes sociais – pronunciamentos sobre o efeito positivo da telemedicina, afim de descontruir a visão negativa da sociedade sobre ela. Além disso, o Ministério da Saúde, através da aprovação de políticas públicas pelo Congresso Nacional precisa investir em tecnologias digitais com o objetivo de abranger o uso dessa nova ferramenta. Feito isso, esse avanço contribuíra, gradativamente, para a conquista de uma saúde mais eficaz e acessível no Brasil.