Debate sobre a implementação da telemedicina no Brasil
Enviada em 14/02/2021
Com o advento e com a disseminação do coronavirus em todo o planeta, tornou-se necessária a aplicação de medidas governamentais com a finalidade de promover o isolamento social. Nessa lógica, a menor circulação e o menor contato de pessoas nas ruas diminuiu o contágio viral entre a população. No Brasil, isso afetou a realização de consultas médicas presenciais, o que motivou o Estado a escolher outra alternativa para oferecer saúde ao conjunto de cidadãos. Todavia, nem todos têm acesso a esse modelo novo de atendimento médico.
De início, é importante destacar que os crescentes casos de infecção por covid-19 fizeram com que os atendimentos médicos presenciais fossem cancelados. Isso ocorreu porque, em decorrência dessas infecções, as autoridades médicas entenderam que, para evitar mais contaminações no país, tais atendimentos deveriam ser realizados de outro modo mais seguro. De fato, tal medida foi extremamente importante no combate ao coronavirus, até porque foram utilizadas ferramentas tecnológicas como suporte para a implantação de consultas médicas online em plena pandemia. Assim, a garantia à saúde ainda é oferecida aos cidadãos brasileiros, conforme prevê a Constituição.
Nesse sentido, a implementação da telemedicina no Brasil foi uma opção viável na disponibilização de médicos aos brasileiros que necessitam desses profissionais. Nesse contexto, vale ressaltar que as consultas, por mais que sejam à distância, funcionam e possuem o devido respaldo científico: ou seja, elas são semelhantes aos atendimentos médicos tradicionais; no entanto, diferem por serem virtuais e, consequentemente, não terem a intervenção física dos médicos. Todavia, essa conquista não alcançou a camada pobre da população. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de 2020, cerca de 47 milhões de brasileiros não têm entrada na internet. Logo, tais indivíduos não têm os respectivos dispositivos digitais para adentrarem no mundo da telemedicina e, dessa forma, não conseguem usufruíir de seus direitos.
Portanto, para reverter esse quadro dramático, cabe ao Ministério da Economia, por meio da liberalização de pacotes financeiros, destinar à população menos abastada computadores e internet. Isso irá favorecer essas pessoas em termos de acesso à saúde gratuita, principalmente em tempos de isolamento social. Dessa maneira, tal iniciativa governamental irá privilegiar todos os cidadãos, sobretudo os mais pobres, além de minimizar as contaminações virais no Brasil.