Debate sobre a implementação da telemedicina no Brasil
Enviada em 29/03/2021
Em 2020, com a crise causada pelo coronavírus, o ministério da saúde autorizou temporariamente o uso da telemedicina, como um dos meios de promover assistência médica, mantendo o distanciamento social. Entretanto, muitas pessoas ainda sofrem com à falta de acesso ao sistema de saúde brasileiro. Diante disso, deve-se analisar como a falta de estrutura nas unidades de saúde, a dificuldade financeira da população e o analfabetismo digital, dificultam o uso da telemedicina.
Primeiramente, deve-se compreender que o uso da tecnologia em saúde não dispensa à médicina tradicional, apenas proporciona um diagnotisco rápido e sem deslocamento do paciente ou profissional. Porém, devido a falta de estruturas básicas e tecnologica das únidades de saúde, principalmente em periferias de pequenas cidades brasileiras, à implementação da telemedicina nas redes públicas torna-se complicada. No mesmo plano, parte significativa da população apresenta um defict orçamentario, que dificulta a aquisição de equipamento eletrônico ou muitas vezes sofre com a falta de internet em lugares remotos. Diante do exposto, as dificuldades com o acesso à saúde pública prevalecem.
Outrossim, salienta a falta de leis para determinar os limites adequados da telemedicina em algumas especialidades médicas. No Brasil, isso fica evidente em consultas médicas onlines nas especialidades de dermatoligia, oftalmologia e ginecologia. Nos quais, são necessarios a presença fisíca do paciente para desenvolver os exames de rotina como por exemplo, tonometria, analise de sinais de pele, ginecologicos, entre outros. Paralelo a isso, boa parte da população idosa ainda sofre com o analfabetismo digital ou muitas vezes apresenta dificuldade para mudar seus hábitos. Dinte do apresentado, nota-se obstáculos no uso da telemedicina em prol da saúde.
Evidencia-se, portanto, que à falta de recursos para à saúde e leis adequadas, impedem o uso da tecnologia como uma aliada da medicina. Desse modo, cabe ao Governo Federal e ao Ministério da Saúde rever o orçamento destinado à saúde pública, com o intuito, de melhorar as estruturas básicas e tecnológicas das unidades de saúde. Além disso, é necessário impor limites médicos adequados e instruir a população, quanto ao uso da tecnologia. A partir dessas intervenvenções, à telemedicina poderá sem implantada de forma segura e eficaz na vida dos brasileiros.