Debate sobre a implementação da telemedicina no Brasil
Enviada em 16/04/2021
A Revolução Técnico-científica, ocorrida em meados do século XX, foi responsável pelo desenvolvimento e aplicação de tecnologias nas mais variadas áreas com o fito de melhorar as condições de vida, principalmente. Nesse contexto surge a telemedicina, na qual a tecnologia media a relação entre médico e paciente. Contudo, sua implementação deve ser amplamente discutida, uma vez que, apesar de trazer certos benefícios, enfrenta desafios como a rapidez das consultas e a consequente formulação de diagnósticos incompletos ou incorretos, sendo ambos prejudiciais à saúde brasileira.
Vale ressaltar, em primeiro plano, que com a implementação da telemedicina no Brasil, as consultas médicas online seriam cada vez mais rápidas, devido à exigência de alta produtividade dos profissionais pelo mercado de trabalho. Assim como ocorreu na Revolução Industrial, a introdução de novas tecnologias exigiu a maior eficiência dos operários, que deveriam produzir mais em menos tempo. Analogamente, a maioria dos médicos e outros profissionais da saúde é instruída a atender cada vez mais pessoas em um curto intervalo de tempo, sendo este fenômeno danoso possibilitado pelas inovações da telemedicina, quando não aproveitadas corretamente.
Consequentemente, devido à essa rapidez, a coleta de dados e a análise da condição do paciente serão de má qualidade e resultarão em um diagnóstico e um tratamento sujeitos a possíveis falhas. Para que se formule uma boa anamnese, ou seja um levantamento de dados e condições do paciente, e consequentes bons diagnósticos e tratamentos, é necessário que se estabeleça entre o profissional da saúde e o paciente um diálogo eficiente. Dessa forma, percebe-se que a telemedicina danifica tal relação graças ao atendimento médico caracterizado pela excessiva pressa.
Portanto, é necessária a tomada de medidas pelo Governo. A fim de garantir atendimento e tratamento de qualidade, urge que o Ministério da Saúde instrua os profissionais da saúde a seguir determinadas diretrizes mediante um curso de capacitação, no qual aprenderão a analisar com paciência e precisão as informações fornecidas pelo paciente do outro lado da tela. Concomitantemente, o mesmo Ministério deve elaborar um aplicativo por meio do qual os pacientes poderão avaliar o atendimento recebido, apontando as suas falhas quando vivenciadas na telemedicina. Somente assim, a saúde brasileira será devidamente exercida, aproveitando-se prudentemente dos benefícios trazidos pela Revolução Técnico-Científica e pela telemedicina.