Debate sobre a implementação da telemedicina no Brasil
Enviada em 19/04/2021
Como bem ilustrou o fundador da Apple Steve Jobs, “a tecnologia move o mundo”. De fato, a tecnologia pode gerar transformações positivas inclusive na saúde, como é o caso da telemedicina, entretanto, existem problemas, como a desigualdade da disponibilidade de banda larga e a falta de capacitação dos profissionais de saúde, que impedem esse panorama.
Convém destacar a influência da disponibilidade de banda larga como um dos desafios que dificultam a implementação da telemedicina no Brasil, ainda mais, tratando-se de um país de distribuição regional extremamente desigual no que tange à acessibilidade à internet de qualidade. Em adição, conforme dados divulgados pela Agência Nacional de Telecomunicações – Anatel, no ano de 2018 em torno de 2.200 cidades brasileiras possuíam internet banda larga limitada. Logo, evidencia-se a importância da expansão da infraestrutura da rede de dados com banda larga para inserção da telemedicina no Brasil.
Ademais, de acordo com o filósofo Platão, “podemos facilmente perdoar uma criança que tem medo do escuro; a real tragédia da vida é quando os homens têm medo da luz”. Em analogia a esse pensamento, relacionamos a luz com as novidades, são elas que impulsionam a humanidade, elas que trazem o progresso, por exemplo, a telemedicina é um grande progresso da ciência médica. Entretanto, com isso vem o medo, que gera insegurança para executar essa atividade pela falta de conhecimento. Em suma, a capacitação dos profissionais envolvidos com a telemedicina se faz urgente.
Torna-se imprescindível, portanto, a tomada de atitudes que possibilitem a implementação da telemedicina no Brasil. Para isso é papel do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação fazer a expansão da rede de acesso de banda larga por intermédio de um projeto nacional amplo com intuito de tornar a telemedicina possível, principalmente em áreas remotas. Além disso, cabe ao Ministério da Saúde em parceria com as universidades capacitar médicos e demais profissionais envolvidos no atendimento ao paciente com o apoio da telemedicina, mediante cursos ministrados nas universidades locais ou de maneira remota, com o propósito de preparar a equipe para atuar em conjunto com outros médicos remotamente auxiliando no atendimento. Dessa forma, espera-se que a tecnologia representada pela telemedicina possa mover o mundo da medicina, democratizando assim o acesso aos serviços de saúde.