Debate sobre a implementação da telemedicina no Brasil
Enviada em 01/07/2021
O pensador Michel de Montaigne, em um de seus muitos pensamentos, dissertou a respeito da importância da quebra de tradições na sociedade. Análogo a esse pensamento, a telemedicina é uma nova forma de romper com uma herança cultural de milênios: o atendimento médico presencial. A respeito disso, estão surgindo diversos debates a cerca da inserção da telemedicina como meio de atendimento de saúde, gerando, assim, controvérsias a cerca deste assunto na conjuntura social, tornando imprescindível a análise de seus aspectos positivos na sociedade brasileira.
Primeiramente, é importante ressaltar que a telemedicina surge como uma importante alternativa para aqueles que não possuem condições de receber atendimentos de saúde de forma presencial. Como por exemplo, com a pandemia de COVID-19, muitos pacientes ficaram incapacitados de saírem de suas casas para receberem atendimentos em clínicas e hospitais. Por isso, a telemedicina foi aprovada pelo Governo Federal em casos de emergências causados pelo coronavírus, mostrando que, esse tipo de tratamento é essencial para a manutenção da saúde na sociedade.
Além disso, vale destacar que a tecnologia está cada vez mais presente na realidade contemporânea, fazendo-se presente nos mais diversos setores da sociedade. Como mostrado no seriado Black Mirror, a tendência do mundo é inserir progressivamente mais tecnologias nas áreas das relações sociais, de saúde e de trabalho. Logo, é possível inferir que é mais que natural que esta se insira no que diz respeito aos tratamentos de saúde, uma vez que, o avanço científico faz com que o mundo caminhe para uma realidade digital, sem possibilidades de retrocesso.
Dado o exposto, para que mais uma tradição seja quebrada na conjuntura social, é necessário que o Governo Federal, por meio do Ministério da Saúde, regulamente o uso da telemedicina como meio de atendimento mesmo após a crise da COVID-19, desde que esta não substitua os atendimentos presenciais e seja feita de acordo com o padrão das consultas em pessoa, a fim de gerar mais acesso à saúde para as pessoas que por algum motivo não podem comparecer à consultas presenciais. Ademais, é importante que o Ministério da Saúde aprove as consultas não presenciais para que o Brasil acompanhe o ritmo das transformações tecnológicas mundiais, e, desse modo, se modernize gradualmente mais.