Debate sobre a implementação da telemedicina no Brasil

Enviada em 25/08/2021

Embora a telemedicina tenha sido visto como um fenômeno futuristico e que demoraria a ser implementado, a pandêmia da Covid-19 mostrou o contrário, sendo de extrema importância para dar continuidade as consultas médicas já que a população se viu impossibilitada de sair de casa devido ao vírus da SARS-CoV-2. Nessa perspectiva, mostra-se relevante pensar na implementação da telemedicina no Brasil, uma vez que a falta de acesso a internet de qualidade e o medo de chegar ao fim as consultas presenciais configuram as maiores problemáticas desse pernicioso cenário.

Em primeiro lugar, pode-se ressaltar que a falta de acesso à internet de qualidade no Brasil em pleno século XXI representa um grande atraso para a telemedicina. Isso porque impossibilita que a conexão se mantenha estável, caindo a todo momento, dificultando assim o entendimento do que o outro fala, prejudicando o diagnóstico do paciente. Segundo uma pesquisa feita pela Akamai, o Brasil está na 85 posição entre os mais de 241 países pesquisados em relação à qualidade da velocidade de acesso à internet, ficando abaixo da média de tráfego mundial. Mostrando com isso como o Brasil tem ainda muito a melhorar com relação a seu serviço de internet.

Em segundo lugar, é importante destacar que as consultas presenciais com os médicos não vão acabar, sendo essa ainda de suma importância para o serviço de saúde. De tal forma que isso irá ocorrer somente para aqueles casos mais simples e de mais fácil diagnóstico, com os casos mais graves se mantendo na forma tradicional, como todos conhecem. Gerando com isso, segundo estimativas uma economia de cerca de 80 milhões para o Sistema Único de Saúde (SUS). Logo é possível perceber como a telemedicina é importante para a redução de custos.

Diante o exposto, pode-se concluir que é necessário estabelecer as normas de como a telemedicina deve ser realizada, sendo coordenado pelo Ministério da Saúde, junto as suas secretarias estaduais e municipais, criando um projeto lei com a ajuda de especialista no assunto para que essas regras estejam esclarecidas dentro da jurisdição brasileira, levando para votação na Câmara dos Deputados e no Senado Federal, para permitir com isso que a qualidade e os preceitos éticos do atendimento presencial sejam mantidos nas consultas online. Dessa forma dando continuidade a um processo que começou a tomar grandes proporções com a pandemia de Covid-19.