Debate sobre a implementação da telemedicina no Brasil

Enviada em 20/09/2021

A revolução informacional, ocorrida na segunda metade do século xx, acarretou em mudanças drásticas no conceito de comunicação e união mundial, como também na ampliação de serviços voltados para a sociedade como: a telemedicina. contudo, percebe-se que a implementação desse serviço ,no brasil, desencadeou um acirrado debate a respeito de prós e contras. isto é: se por um lado há quem veja os benefícios, por outro lado há quem veja os entraves da questão.

O filósofo contratual Rousseau afirmou que o Estado tem a responsabilidade de promover o bem-estar social. Considerando a implantação da telemedicina no Brasil, essa visão, sempre defendida por intelectuais, pode ser concretizada na realidade brasileira. Nesse sentido, algumas pessoas acreditam que o serviço proporciona a democratização da saúde em locais de difícil acesso e muitas vezes esquecidos pelo governo. No entanto, no período especial da COVID-19, a efetivação das políticas públicas do governo federal tem desencadeado o acesso da população aos serviços de saúde. Portanto, o poder do governo agindo no interesse público coloca o conceito de Rousseau em prática.

Por outro lado, é importante destacar que, para alguns críticos, a implantação da telemedicina no Brasil é uma forma de “uberização do trabalho”, ou seja: refere-se a uma nova etapa de exploração, que traz significativas Mudanças e cancelamentos de serviços já mecanizou em certa medida a relação entre pacientes e profissionais. Além disso, um quarto dos brasileiros não tem acesso à Internet. Ou seja, cerca de 46 milhões de canarinos estão excluídos da telemedicina, o que pode se tornar uma das principais hostilidades. Dessa perspectiva, a analogia com a teoria da violência simbólica de Pierre Bourdieu é a primeira negação dos direitos humanos.

Diante dos argumentos acima, é necessário resumir as questões aqui discutidas e, em seguida, realizar uma análise para além da discussão apresentada. Se a telemedicina proporciona a democratização da saúde, especialmente em áreas de difícil acesso no Brasil, como algumas comunidades ribeirinhas na Amazônia, então o problema de acesso à Internet também é um problema real e deve ser resolvido. No entanto, o mais importante , problemas médicos remotos fornecem conveniência para pacientes que não precisam de atendimento presencial. Portanto, deve ser implantado no período pós-pandêmico, mas esse serviço deve ser uma escolha do paciente, não um forçado ou pretexto para cancelar o SUS e uberizar a saúde, mas uma forma de fortalecer e expandir o serviço.