Debate sobre a implementação da telemedicina no Brasil

Enviada em 20/09/2021

A sociedade pós-moderna se caracteriza pelo advento da terceira revolução industrial, portanto, segundo o filósofo Bowman, a contemporaneidade é fortemente influenciada pela Internet e outros meios tecnológicos nas relações interpessoais. Desse modo, pode-se verificar que a telemedicina é uma adaptação do sistema médico tradicional para dinamizar o atendimento, mas ainda pode-se verificar os desafios enfrentados em sua implantação, como a dificuldade de acesso à Internet e a falta de contato físico para algumas populações.

O primeiro desafio que se pode colocar é que a telemedicina mudou o modo de atendimento das queixas médicas e, portanto, mudou o comportamento, exigindo meios técnicos conducentes à sua implementação. No entanto, segundo dados do Instituto Brasileiro de Pesquisa e Estatística, mais de 45% da população não tem acesso à Internet, o que ocorre com muitas populações ribeirinhas. Portanto, a telemedicina enfrenta grandes desafios em seu sistema, pois seu uso não é democrático.

O segundo motivo que dificulta a implantação da telemedicina pós-moderna é que, segundo o semiótico Porto, a falta de contato físico não permite que o profissional opere e ausculte o paciente, o que pode resultar em um diagnóstico incerto. Portanto, fica determinado que mesmo que a forma da medicina tradicional mude, certos procedimentos e exames só podem ser realizados pessoalmente, o que torna o contato físico um obstáculo a ser superado na telemedicina.

É necessário que o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicação com a ajuda do governo estabeleça um espaço público através do uso da Biblioteca Nacional e escolas, utilizando a Internet e computadores para realizar a telemedicina. A falta de acesso à Internet dificulta a implementação da telemedicina., Portanto, o acesso à Internet não é mais um desafio. Além disso, o Conselho Federal de Medicina e seus distritos já aprovaram estatutos para fiscalizar os médicos, sendo importante exigir autorização para exames complementares, para que os profissionais possam administrar remotamente doenças crônicas bem controladas. Essa medida deve ser formulada de forma que, embora a telemedicina não consiga atender às necessidades do contato físico, ainda possa ser muito útil para explicar exames complementares à distância, auxiliando no diagnóstico.