Debate sobre a implementação da telemedicina no Brasil
Enviada em 27/09/2021
Durante a pandemia global causada pelo vírus SARS-COV-2 a implementação da telemedicina foi autorizada pelo governo federal.Tal atitude teve como objetivo conter o avanço no número de contaminações pela Covid-19.Como resultado da efetivação da prática debates acerca da perpetuação ou não da mesma, após o fim do evento citado, vieram à tona. Mesmo que em um contexto pândemico a telemedicina tenha sido útil, é importante reconhecer a impossibilidade da preservação de tal serviço: Seja pela falta de recursos , seja pelo risco de vazamento de dados médicos.
De acordo com Salvador Allende, médico e ex-presidente do Chile, é impossível ofertar saúde a um povo que não possui condições minímas de subsistência.Sob o mesmo ponto de vista, a continuídade dos atendimentos via internet com a justificativa de que as mesmas levariam atendimento a regiões remotas é uma falácia. Uma vez que mesmo que a consulta se realizasse, tal atendimento seria superficial, devido à anamnese precária, e não seria o suficiente para prover saúde à população. Já que a mesma está inserida em áreas que nem mesmo médicos são encontrados, quem dirá laborátorios de coleta de exames? saneamento básico, entre outros fatores que contribuem para a manutenção da saúde da população.
Além disso, existe o risco de vazamento de dados médicos. Com o maior número de atendimentos on-line e o uso de aplicativos que não foram projetados para tal uso, o histórico médico de pacientes poderia ser facilmente vazado. Tal vazamento seria extremamente prejudicial ao enfermo já que o prontuário médico é um documento íntimo e sigiloso.
Assim, fica evidente que a telemedicina além de aumentar o risco de vazamento de dados do paciente não é capaz por si só de prover saúde à população desfavorecida. Sendo assim, cabe ao Ministério da Saúde ,com o dinheiro arrecadado por impostos, promover a criação de hospitais e postos de saúde, além do redirecionamento de parte da verba da saúde na implementação de sanemaento básico a áreas remotas a fim de garantir um acesso a saúde de qualidade para a comunidade. Quanto a falta de profissionais da área da saúde em tais regiões cabe ao Ministério da Saúde em parceria com o Ministério da Educação realizar um decreto onde todos os formandos da rede pública de educucação com formação na área da saúde sejam obrigados a trabalhar durante um ano em regiões afastadas, assim o investimento público na educação de tais profissionais voltaria de forma imediata ao restante da população. Com todas essas medidas a população terá o direito de acesso a saúde realizado de forma efetiva.